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WIP: Cenário para brincar

por baixinho, em 01.02.23

Há um mês atrás coloquei em cima da bancada um MOC antigo que tinha feito para a minha filha. O meu filho apropriou-se logo já que era perfeito para uma tonelada de aventuras. Durante os dias em que ele brincou fiquei admirado com um detalhe. A maior parte da ação decorria no exterior e não no interior (sim, vale a pena seguir o link anterior para visualizarem melhor o que estou a tentar descrever). Ora isso levou-me a pensar em algo que poderia fazer com o meu filho. Um cenário para ele brincar!!

Claro que a ideia passa por ser um compromisso do que eu gosto de construir e do que ele quer. Facilmente chegou-se ao acordo que será algo medieval, mas com alguma fantasia à mistura e sem muitas restrições quanto ao realismo. Basicamente ele quer um cenário para poder criar aventuras com minifigs armados com espadas e afins.

O que vai ter este cenário? Tanta coisa que o melhor foi mesmo apontar. Ponte sobre um rio, cascata, uma pequena aldeia (4 ou 5 casas diz ele, 2 ou 3 digo eu), torre de vigia, castelo, ponte, grutas, tesouros, caminho a ligar tudo, desfiladeiro, árvores grandes, árvores pequenas e por aí a fora!

Apesar de ter um bom stock de peças, este não é infinito. Então a ideia é criar módulos com baseplates 32x32 que irão ficar todos lado a lado. Não vale a pena criar mais profundidade porque simplesmente ele não chega para poder brincar e o ser em módulos facilita a construção e posterior arrumação.

A vontade é tanta que já começamos o primeiro módulo. Claro que a tarefa é enorme e portanto vai levar imenso tempo a concluir. Espero que esse factor (o tempo) não leve a que o projecto fique pelo caminho.

Aqui fica o resultado de um par de horas de trabalho:

20230130 WIP 1

20230130 WIP 2

20230130 WIP 3

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publicado às 07:30

Análise de Minifigs Coleccionáveis (parte 1)

por baixinho, em 31.01.23

No final de 2009 começaram a surgir os rumores de um novo tema que teve um enorme impacto no mundo LEGO, as séries de minifiguras coleccionáveis! Em Abril de 2010 (um mês antes do lançamento) recebi em Billund, em conjunto com o pessoal da C0937, as minhas primeiras figuras da série 1 e pouco depois foi um fenómeno. A quantidade de figuras que preenchiam espaços vazios nos temas da LEGO ou completavam outros, elevavam o interesse das séries de figuras a um patamar só comparável aos Modulares ou aos primeiros anos de Star Wars (quando havia realmente novidades).

Mas com o tempo e com a divagação o tema deixou de seduzir-me. Mas para que raios eu queria uma série de bonecos vestidos todos da mesma maneira a representar um desporto que não me diz nada? Ou para quê tantas fantasias que são praticamente inúteis para efeitos de MOCs? Ou o que são aquelas minifigs cabeçudas baseadas em produtos americanos que já andam por todo o lado e agora ainda vem inundar o meu querido hobby? Yeps, no meio de tanta coisa que não me interessava, acabei por começar a esquecer de colecionar as figuras lá pela décima quinta série. Desde aí apenas vou espreitando, muito de vez em quando, e sem me despertar grandemente o interesse.

Até à 24ª série!!

Ver aquele orc com ar de mauzão mas que não deixa de ter aspecto simpático vindo de uma qualquer banda desenhada fez o clique que a compra de duas minifigs da série anterior não tinha conseguido dar.

Com esse clique decidi começar uma série de artigos (mais uma) onde vou analisar minifigs coleccionáveis. Vou inspirar-me num formato que cheguei a fazer algures em 2011/12 no Mão de ABS, site que entretanto desapareceu, que analisava as minifigs segundo diferentes perspectivas. Passo a enunciar, sem qualquer ordem pré-definida, as que conto utilizar desta vez.

Potencial de exército. Este é um dos pontos que considero chave nas minifigs coleccionáveis. Vale a pena ter muitas unidades de uma oleira? Talvez não. E de um ardina? Talvez sim se pensarmos em mudar as cabeças e termos uma cidade grande lá no sótão de casa.

Parelhas. Este é um detalhe engraçado já que no início haviam várias figuras que, simplesmente, eram solitárias. Encaixavam num tema que não havia mais nada no panorama LEGO, o que as tornava difícil de integrar com outras figuras. Claro que este problema foi esbatendo-se com o tempo, mas de vez em quando, ainda acontece. Vou então tentar arranjar a parelha ideal para as figuras analisadas nesta sequência (não obrigatória): figuras da própria série, figuras de outras série e por fim, todos os restantes temas LEGO.

Utilidade das peças. Não pretendo falar apenas dos acessórios e das impressões, mas sim de todas as peças que compõem a minifig. Será que este torso dá para utilizar noutras situações? Ou aquela face será ideal naquele tipo de MOC? Ou aquela espada toda recortada? A ideia é tentar perceber a utilidade de cada peça que compõem a figura.

Inclusão em MOCs. Como no item anterior falo da utilidade de cada peça, neste já vou para a própria figura. Será que é fácil de colocar em MOCs sem a alterar ou alterar de forma significativa?

Colmatar falhas. Este é outro detalhe que quero tentar perceber em cada figura que analiso. Será que precisávamos de mais um guerreiro robô? Talvez sim, conforme o tipo de construções que fazemos. E de uma árbitra? Apesar de perceber a pertinência do tema, não lhe consigo dar uma razão útil ou pertinente para a sua existência além do coleccionismo. O que para mim torna-a algo próximo do inútil. Quero assim perceber se o aparecimento da figura colmata uma falha nas figuras que a LEGO disponibiliza ou disponibilizou.

Conclusão. Sim, pretendo acabar a análise com uma conclusão geral das várias perspectivas que analisei. Como já devem ter percebido, a fronteira entre estas categorias pode ser algo porosa e por isso o texto de análise poderá ser corrido e sem avaliações para cada um dos items. Terei uma avaliação final que, à semelhança das peças que estou a analisar da parede lisboeta, será de uma a três estrelas. Basicamente do “para que é que a LEGO fez isto?” ao “quero, quero, quero!!” passando pelo cinzento “é fixe, mas…”.

Ahh, de referir que não estou inteiramente satisfeito com os nomes que dei a estas categorias. Portanto é provável que vá mudando ao longo do tempo e talvez retire ou adicione outras. Não quero que vejam este modelo como algo rígido e fechado.

Algo que vai já de encontro ao que pretendo para esta série de artigos. Algo mais informal onde em cada artigo tentarei analisar duas figuras, uma mais recente e outra mais antiga. A ideia é não cair e nem contribuir para o temível FOMO e por isso conto que a cadência não vá ser nada regular. Não vou fazer estes artigos só conforme a minha disponibilidade, mas também conforme a minha vontade de os fazer.


PS. Ahh, enquanto fiz este artigo (coisa que fiz aos poucos ao longo de três dias e demorou outros três dias a publicar) dei por mim a ler um artigo do Alex da PlayWell Portugal onde analisa minifigs antigos. Vale a pena espreitar aqui!

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publicado às 07:47

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 18)

por baixinho, em 25.01.23

Opening Day of the first LEGO certified store in Portugal

Yeps, no artigo anterior enganei-me outra vez na cor de uma das peças e desta vez nem foi necessário alguém avisar-me. Bastou ver a foto noutro monitor para perceber que a cor era diferente. Portanto, fica aqui a peça correcta e mais 5 para continuar com esta série de análises.

 

Dark Bluish Gray Plate 4 x 6

Nada a dizer quanto à sua utilidade, já que a cor é muito próxima da que eu analisei por engano no artigo anterior.

Fica para registro que desde 2004 já apareceu em 413 conjuntos sendo que o tema City é o que leva mais registros (71).   

2 em 3 estrelas

 

Green Slope 45 2 x 1

Quem já construiu MOCs com uma boa faixa de terreno sabe que esta pequena peça cabe em qualquer sítio e é excelente para aligeirar alguns desníveis. Claro que com o tempo, começa-se a utilizar diferentes técnicas e peças, mas há sempre por onde gastá-la.

A peça existe desde 1977, apesar de existir uma versão sem a barra interior desde 1959. A versão em verde apenas aparece 20 anos depois, já que era conhecida a aversão da LEGO fazer peças comuns nesta cor. Desde aí já apareceu em 188 conjuntos e não é difícil de adivinhar que o tema em que aparece mais é o Creator (que há uns bons anos atrás englobava o Classic de hoje em dia). Também de forma nada surpreendente, segundo o Bricklink, o segundo tema são os promocionais do Holiday & Event já que esta peça é excelente para fazer árvores de natal.

É uma peça útil que facilmente pode ser utilizada. No meu stock é obrigatória já que o tipo de construção que faço mais, pede este tipo de peças e nesta cor.

3 em 3 estrelas

 

Lime Plate 1 x 2

Como podem ter lido na parte 9 desta série de artigos, a minha relação com esta cor não foi inicialmente muito boa. Agora vejo a cor e a peça com muito mais naturalidade e, consequentemente, utilidade. A versatilidade da peça em si é inquestionável.

Da peça em si já falei na parte 4 e posso acrescentar que nesta cor teve a sua estreia no ano de 2004 e que desde aí já habitou 348 sets.

Apenas a característica de ser extremamente comum é que tira um pouco a necessidade de estar no Pick & Build lisboeta, preferiria noutro verde como o sand green que, pessoalmente, acho mais apetecível.

2 em 3 estrelas

 

Orange Plate 1 x 2

O laranja é outra cor que inicialmente não encarava bem e agora coloco-a como essencial em construções espaciais. Ok, não a utilizo sempre, mas como podem ver, quase!

A versão laranja desta cor surge um pouco mais cedo, 2003 e desde aí, em 362 sets.

É uma peça muito comum e versátil qb se andarmos à volta de certos temas. Pessoalmente gosto da peça, gosto da cor, mas acho que é um espaço desperdiçado na LCS de Lisboa.

1 em 3 estrelas

 

White Tile 2 x 2 with Groove

Esta já é a quinta tile básica branca que analiso nesta série de artigos (agora é mais fácil chegar a estas conclusões com este ficheiro) e nunca avaliei com menos de duas estrelas e dificilmente iria quebrar essa tradição com esta peça. 

Nem o facto de ser extremamente comum (734 conjuntos) e até ter havido um service pack apenas com 100 peças destas no virar do século, faz com que esta peça não deixe de ter uma utilidade e versatilidade bestial.

Esta versão é de 1972 (havia uma versão prévia que surge em 1965) e nesta cor surge no ano seguinte. Apesar de ser uma peça com uma idade considerável, continua a ser extremamente comum (nos últimos 10 anos a média de presença em sets é superior a 30) e, imagine-se, o segundo tema onde aparece mais é Friends com 86 conjuntos. O primeiro é Town, que no Bricklink engloba o City, com 124 conjuntos.

2 em 3 estrelas

 

Yellow Slope 30 1 x 1 x ⅔

Já falei sobre a importância das cheeses na 15ª parte desta série de artigos e esta versão em amarelo poderá não ser tão útil como telhas como o preto, mas não deixa de ser interessante a sua utilização. Ironicamente fica excelente como fatia de queijo. A alcunha de cheese não vem por a peça parecer um queijo real, mas um queijinho do jogo Trivial Pursuit.

A versão em amarelo aparece em 2006 e desde aí já esteve em 267 sets. O tema mais comum é o Creator (51 conjuntos) em que, como podem verificar, ajudou na construção de modelos tão diferentes como animais, veículos e edifícios. Ainda continuo a ficar confuso com o sistema de classificação de sets do Bricklink que colocam o tema Creator Expert como dependente do Creator. Ok, tecnicamente surge assim, mas não demorou muito a tornar-se independente.

Voltando à peça, facilmente poderá colorir padrões ou até ajudar a fazer telhados de colmo, mas que pessoalmente gostaria que estivesse na parede com uma tonalidade mais interessante.

2 em 3 estrelas

 

Como referi acima e num dos posts anteriores, agora tenho uma folha de cálculo com as peças analisadas e as que foram avistadas na loja. Podem consultar esse documento aqui.



Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 1)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 2)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 3)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 4)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 5)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 6)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 7)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 8)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 9)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 10)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 11)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 12)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 13)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 14)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 15)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 16)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 17)

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publicado às 13:07

Documento de apoio para a análise de peças do Pick&Build de Lisboa

por baixinho, em 19.01.23

Pick and Build Lisboa

Depois de ter já escrito 17 artigos com análise das peças que estão na loja certificada da LEGO em Lisboa, as coisas começam a ficar complicadas. Foram 85 peças* e o documento que uso como rascunho já vai nas 51 páginas, o que leva a que por vezes tenha que percorrer tudo para saber se já analisei a peça x ou que escrevi sobre a peça y.

Para ajudar a resolver isso, fiz uma folha de cálculo para poder orientar-me. Aproveitando o trabalho, tentei colocá-la toda catita e assim poder partilhar com todos os que estiverem interessados naquela bonita parede lisboeta.

Creio que a leitura da folha é relativamente simples, cada peça é uma linha onde temos a imagem, referência do Bricklink, nome, cor e ligação para o artigo aqui na Oficina dos Baixinhos. Depois seguem-se colunas com os avistamentos onde coloco um X** se foi fotografada por alguém. Neste caso utilizei algumas fotos que o Nuno Taborda colocou no grupo de Facebook a 12 de janeiro. A ideia é ir aproveitando algumas das fotos que colocam no grupo para ir criando novas colunas com os avistamentos. Claro que não farei de todas as fotos que aparecem, mas tentarei ser um pouco regular.

Das 85 peças que analisei, apenas 35 estão nesta lista. Aos poucos vou acresentar as 50 peças que faltam, já que há sempre a possibilidade de voltarem a aparecer na loja.

Possivelmente este documento vai ter mais utilidade para os AFOLs portugueses do que servir apenas de referência para os meus artigos. Se isso acontecer, poderei pensar em modificá-lo de acordo com as necessidades e até abrir a sua edição a alguém que queira ajudar.

Fica aqui novamente o link para o documento.

Como sempre, se encontrarem erros (e com certeza que existem), avisem!!

 

*86 porque enganei-me e uma vez analisei com a cor incorrecta. O que aconteceu de novo na 17ª...

** "X" se tiver a certeza, "X?" se não tiver a certeza (confirmem, por favor!!) e "XX" se a mesma peça estiver em dois recipientes diferentes

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publicado às 06:39

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 17)

por baixinho, em 18.01.23

Opening Day of the first LEGO certified store in Portugal

Quase um mês após a décima sexta parte desta série de artigos, volto à carga. A minha baixa disponibilidade ditou a dimensão deste hiato, mas a vontade é voltar a ser regular na análise das peças de Lisboa.

Ficam aqui mais 5 peças, desta vez todas vistas em imagens gentilmente disponibilizadas no grupo Loja LEGO Lisboa - Pick a Brick Wall e Novidades do FaceBook. Como sempre, fica o habitual aviso de que estas análises reflectem a minha perspectiva do hobby e que as peças podem não estar disponíveis no Pick & Build no momento da vossa visita. Mas poderão voltar mais tarde já que a maior parte das peças voltam a estar disponíveis mais tarde, mas sem qualquer padrão conhecido.

 

White Tile 2 x 4

Já analisei a 2x6 na oitava parte e na altura fiquei bastante agradado, já que é uma peça bastante recente. No entanto confesso que acho a versão 2x4 mais versátil e com um maior potencial de utilização. Apesar do branco não ser a melhor cor, adoro ver estas peças colocadas de forma intercaladas nas faces de paredes de, por exemplo, castelos. A sua dimensão e proporção entre largura e comprimento tornam-as bastante interessantes para este efeito.

Esta peça surge em 2010 e a versão branca é do mesmo ano. Nestes 13 anos apareceu em 420 conjuntos o que a torna bastante vulgar já que nos últimos anos nunca surge em menos que 35 sets por ano. Curiosamente o tema onde é mais vulgar é o Friends (73 conjuntos) seguido pelo City (65) e já de forma algo distante pelo Creator (37).

É uma peça vulgar mas que facilmente pode ser utilizada em construções originais. Vale a pena ter um bom punhado delas em stock.

3 em 3 estrelas

 

Light Bluish Gray Plate 4 x 6

Lembro-me perfeitamente de ter duas quando era miúdo. Claro que eram em cinzento claro antigo e sofreram bastante nas minhas mãos. Bem, “sofreram” não é propriamente a melhor expressão porque eu não maltratava as peças. Basicamente brincava muito com elas e como não eram muitas, qualquer peça apresentava grandes sinais de desgaste. Isso e às vezes brincar com elas no pátio da casa da minha mãe.

Esta peça é de 1970 e a versão em LBG surge, é claro, em 2004. Engraçado que nos primeiros dois anos até que foi de forma tímida, já que foram respectivamente 4 e 3 vezes.

Esta versão apareceu já em 303 sets e a versão em cinzento antigo em 102 sendo a primeira numa bomba de gasolina da Shell em 1974.

Costumo identificar esta plate como de média dimensão, já que as 1x? e 2x? são para mim as pequenas e tudo o que é maior que a 4x8 são as grandes. Sim, ainda tenho em mim a escala que a LEGO utilizava nos anos 80 onde 4x8 já poderia ser considerado “grande”. O que faz concluir que quando o Black Seas Barracuda apareceu, facilmente foi considerado um gigante.

É uma peça básica que apesar de não ser propriamente fundamental, já que facilmente pode ser emulada por conjuntos de outras peças, dá sempre jeito ter várias lá em casa. Pena que a sua dimensão possa ser um obstáculo à sua utilidade no Pick&Build já que vai ocupar bastante espaço no copo. Encaixem umas nas outras!!

Curiosamente, acho que poderiam ter colocado numa cor mais atraente.

2 em 3 estrelas

 

Green Plant Leaves 4 x 3

As plantas são daqueles tipos de peças que a sua existência na parede lisboeta do P&B é extremamente útil. Através dos sets pode ser difícil obter aquelas quantidades que rapidamente se utilizam num pequeno MOC e a presença delas em Lisboa dá aquela ajuda bem-vinda.

Esta peça apareceu pela primeira vez em 1987 e até este momento existe em 15 cores diferentes. A cor mais comum é, claro está, esta, onde já apareceu em 316 conjuntos. A seguir o lima é a cor mais popular com 70 sets. Interessante que esta peça nos primeiros anos tinha uma presença relativamente tímida. Verifiquem a sua progressão nos primeiros 8 anos: 1, 1, 4, 1, 1, 4, 1, 1. Só a partir daí é que a peça começou a vingar e mesmo assim teve duas quedas em 1999 e em 2001 onde apareceu apenas num set. Dá a sensação que esta peça poderia deixar de ser produzida a qualquer momento. Apesar desta versão ser de uma cor mais clássica, a verdade é que a partir de 2012 aparece em média em 20 conjuntos por ano, tornando-a hoje em dia numa peça relativamente vulgar.

É uma peça que complementa bem as irmãs maiores nas árvores e que pela sua dimensão mais reduzida pode ser utilizada noutras situações como arbustos. Encham um copito que vai fazer falta em MOCs com vegetação.

3 em 3 estrelas

 

Green Slope, Inverted 45 2 x 1

A peça em si é útil já que aparece amiúde em construções sem nós darmos conta dela. A questão que se põe é mesmo a cor, já que um verde clássico para esta esta peça em particular pode ser até um caso intrigante. Tanto que tive que espreitar em que situações é que a LEGO utilizou-a nos 66 sets onde apareceu desde 2001.

A maior parte dos conjuntos são Creator. Claro que devemos pensar que foi na altura em que a linha Creator estava muito próxima do que é agora o Classic (com baldes e tudo). O que vi foi que além de vir em muitos baldes de peças soltas há uns bons anos atrás, aparece sobretudo como vegetação mais básica e que há mais veículos verdes do que imaginaria. Ahh, tenho que destacar que a sua aparição nesta cor foi num conjunto Mars Mission, o tal tema que trouxe-nos os sands (red, blue e green).

É uma peça relativamente útil mas que poderia ter dado lugar a outra mais interessante já que não estou a ver ninguém a precisar dela em grandes quantidades. Principalmente porque temos outras peças mais indicadas para vegetação na própria parede.

1 em 3 estrelas

 

Red Slope 45 2 x 4

Para quem anda sempre a queixar-se que a LEGO não disponibiliza slopes suficientes para fazer um telhado, esta é uma peça muito bem-vinda à parede do P&B. 

Ok, qualquer AFOL português que se preze já não usa esta peça para fazer telhados, principalmente porque a sua inclinação é demasiada pronunciada para o que estamos habituados no nosso país sola.. soalheiro. No entanto não consigo deixar de olhar para esta peça e achá-la fundamental na parede lisboeta. A razão é simples, além de ser extremamente útil para os mais novos, continua a ser uma peça fundamental em alguns estágios da evolução de um AFOL. Fazer casas e prédios é uma fase por onde passam a maior parte dos AFOLs que querem construir alguma coisa além do que vem nas caixinhas dinamarquesas e a presença desta peça pode evitar alguns constrangimentos por falta de peças.

Portanto, se estão a começar dá sempre jeito ter um bom lote delas. Se já não fazem casinhas com este tipo de telhado mais clássico, não se chateiem por estar a ocupar uma slot, porque ela faz falta a muita gente!

A origem desta peça remonta a 1959 e nesta cor é também do mesmo ano e apenas (reforçar o “apenas” porque não é irónico) 222 sets desde aí. Apenas em dois anos ultrapassou os 10 sets e desde 2009 que não o faz o que a torna mais invulgar do que se deveria esperar.

3 em 3 estrelas

 

Espero não me ter enganado em nenhuma peça... :)

 

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 1)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 2)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 3)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 4)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 5)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 6)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 7)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 8)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 9)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 10)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 11)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 12)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 13)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 14)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 15)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 16)

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publicado às 08:17

As melhores 10 peças LEGO de 2022

por baixinho, em 16.01.23

Top 10 peças de 2022 por Oficina dos Baixinhos

Com um pouco de atraso em relação aquilo que tinha planeado, fica aqui a minha lista das melhores peças que a LEGO lançou em 2022. Fiz a minha escolha a partir desta consulta no Bricklink, portanto se houver alguma falha a culpa é deles.

Eheheh, ou minha que não consultei outras fontes.

A minha primeira lista ficou-se pelas 20 peças, o que é um pouco menor do que as 24 do primeiro apanhado que fiz para 2021. Talvez isso reflita um ano mais fraco ou que eu estou a ficar mais criterioso. Antes de avançar para as peças, lembrar sempre que as escolhas reflectem as minhas experiências e perspectivas deste maravilho hobby.

 

 

77808 Brick, Round 1 x 2 with Hollow Studs and Open Center with Bars

Além de entrar nesta lista, também vai direitinho para a lista das peças mais estranhas do ano. Este brick que é a junção de duas plates round que por sua vez estão separadas por duas barrinhas deve ter causado alguns calafrios em algum pessoal da LEGO antes de ser aprovado o seu desenho. Claro que sou incapaz de olhar para ele e não achar que é uma peça esquisita. No entanto aquelas duas barras, aqueles studs com furinho e o ar arrendondado faz com que esta peça tenha bastante potencial a nível de conexões possíveis. Não digo que vai tornar-se incontornável, mas que vai dar jeito, vai. Principalmente ao pessoal que adora as conexões barra+clip como eu.

 

 

1566 Plant Stem / Stalk / Vine with Stud and Bar Attachments

1747 Plant Stem / Stalk with 2 Leaves and Bar Attachments

Qualquer peça que sirva para aumentar a variedade de plantas é bem-vinda e este par fá-lo de forma irrepreensível. O formato mais alongado e curvo que ambas as peças possuem, dão-lhe um ar mais natural mas que ao mesmo tempo não choca com a estética geral que a LEGO possui. Os dois formatos diferentes possibilitam o jogo entre elas para resultados diferentes aumentando ainda mais o seu potencial de utilização.

 

 

1745 Plate, Round 1 x 2 Half with 1 Stud (Jumper)

Confesso que não estava à espera disto. Sem o stud, sim e até já o tinha referido algures que seria uma questão de tempo em aparecer. 

Claro que além da surpresa vem a estranheza e, talvez mais importante, a questão se a peça é realmente necessária. À primeira vista acredito que vivíamos bem sem ela. Mas também é verdade que com o seu aparecimento vá tornar a sua presença habitual em alguns tipos de construções, como por exemplo as fachadas de edifícios. O stud fora de grelha numa peça curva possibilita algumas combinações interessantes.

 

 

79756 Slope, Curved 1 x 4 x 2/3 Double

79757 Slope, Curved 2 x 2 x 2/3 Double Corner

Mais um par de peças. 

Confesso que quando a 1x1 saiu não lhe dei a devida importância. Como apenas possui uma conexão inferior, sempre a vi como ornamental. No entanto, mesmo ficando-se por esta categoria, a verdade é que possui uma versatilidade enorme e pode ser utilizada com vários intuitos diferentes. 

O aparecimento deste par, além de provar a utilidade do formato vem expandir as suas  possibilidades. Por exemplo, esta versão 1x4 dá perfeitamente para substituir colunas em fachadas sem ter tantas falhas como os brick round 1x1 provocam.

 

 

1751 Tile 4 x 4

Não estava à espera e sinceramente acredito que se não aparecesse, ninguém ia lembrar-se da necessidade desta peça. No entanto acho que quando for mais comum, vai ser presença habitual em construções já que o seu formato vai possibilitar a criação de mais padrões com outras tiles. Além disso, e possivelmente a principal razão para entrar nesta lista, as suas dimensões são as ideais para a escala minifig, já que ocupa uma área bem próxima do raio de ação de uma figura.

 

 

1748 Tile, Round 1 x 2 Half

Se existem várias peças nesta lista que o seu aparecimento foi inesperado, neste caso era totalmente esperado. A LEGO já tinha utilizado dois quartos em vários sets e o efeito com a falha a meio não era lá muito bom. A peça mostra-se também mais estável e sem a possibilidade de “rodar” o que se pode tornar irritante para algumas pessoas. Além da componente estética, agora é possível prender (eheh, adoro esta expressão nortenha) apenas por um stud ficando apenas um quarto “no ar”. Além de espelhos retrovisores, com certeza que irão aparecer outras utilizações para esta característica.

 

 

1126 Tile, Round 1 x 2 Oval

Ok, declaro já que considero esta peça uma das mais belas dos últimos tempos. Não consigo deixar de olhar para ela e apreciar as suas curvas delicadas e a suavidade da sua textura. 

Claro que a minha admiração por esta peça vem muito da sua irmã com studs, uma das peças mais interessantes dos últimos anos.

Além de povoar superfícies de tiles aumentando a possibilidade de criação de padrões (calçadas, yeah!), é uma excelente peça para ornamentos e estou desejoso para experimentá-la nos telhados.

 

 

87375 Windscreen Quarter Dome, Bar Handles at Top and Bottom

Não ia escapar a peça que me fez babar por alguns conjuntos City Space deste ano. Tanto a versão transparente como a branca são apetecíveis e, acredito eu, aos poucos vão tornar-se incontornáveis em alguns tipos de construções espaciais. Pelo menos em alguns casos creio que vá substituir a gigante 2409 cujo design já se encontrava algo datado.

A conexão via barra nos dois extremos poderá parecer um pouco esquisita, mas acho que além de possibilitar a movimentação, aumenta as possibilidades de utilizações diferentes. 

 

Depois da lista completa fico com a sensação que uma percentagem apreciável das peças são algo inesperadas de uma forma que até podemos dizer que vivíamos bem sem elas. No entanto, agora que elas existem, acredito que qualquer uma destas peças vão possibilitar construções únicas.

Ficam aqui as restantes 10 peças que também estiveram (ok, umas mais do que outras) para fazer parte desta lista.

86996 Brick, Modified 1 x 1 x 2/3 with Open Stud

86876 Brick, Modified 1 x 2 with Stud on Side

76776 Brick, Round Corner 5 x 5 x 3 1/3 Dome Top

80835 Container, Treasure Chest Lid Flat

38799 Minifigure, Utensil Tea Saucer with Hollow Stud on Top

79987 Plate, Modified 1 x 3 with 2 Open O Clips on Top

80015 Plate, Round Corner 5 x 5 with 4 x 4 Curved Cutout

1750 Slope, Curved 2 x 2 x 1 Inverted with 2 Recessed Studs

2310 Slope, Inverted 45 2 x 1 with 2/3 Cutout

83496 Tile, Modified 4 x 8 Inverted with Studs on Edges

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publicado às 17:47

37º episódio do podcast Conversas em Construção

por baixinho, em 14.01.23

Depois de algumas semanas inactivo, o podcast Conversas em Construção volta à acção, desta vez com um episódio com as nossas impressões sobre 2022 e do que poderá ser 2023. Desta vez estive eu, o Tiago Catarino, Youtuber e o Olímpio Alexandre (Alex) pela Play Well Portugal.

Podem ouvir o episódio no Anchor e no Spotify!

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publicado às 08:48

Novos sets da LEGO® Coleção Botânica

por baixinho, em 13.01.23

De forma algo surpreendente, pelo menos para mim, a colecção botânica da LEGO está a ter o seu sucesso e creio que continuará a ser regular no portefólio da LEGO. A LEGO começa o ano com mais dois sets do tema, fica aqui o press release oficial e, como é hábito, umas palavritas minhas no fim.

Ajudar os construtores a florescer: Os novos sets da LEGO® Coleção Botânica  são presentes ideais para que as pessoas formem

laços e os fortaleçam.

O Grupo LEGO anunciou recentemente a expansão da sua Coleção Botânica com dois novos sets para construtores adultos: LEGO® Buquê de Flores Silvestres e LEGO® Peça de Centro de Flores Secas.

O Grupo LEGO lançou a Coleção Botânica em 2021 com a apresentação de LEGO® Buquê de Flores e LEGO® Bonsai. Desde então, esta coleção tem vindo a ser aumentada com mais plantas feitas de peças, em que se incluem LEGO® Orquídea e LEGO® Suculentas. Os novos sets foram concebidos para ajudar os construtores adultos a aproximarem-se e a desenvolverem laços mais fortes com amigos ou familiares ao levarem a cabo a prática social da construção em conjunto.

«Queremos que os dois sets que agora lançamos ajudem as pessoas a “aproximar-se”. Quer se trate de comprar o set para um ente querido numa ocasião como o Dia da Mãe ou o Dia dos Namorados, ou em qualquer altura do ano como demostração de apreço. Porque não oferecer uma planta LEGO mais duradoura e passar algum tempo valioso a construí-la em conjunto? Estamos conscientes da alegria que as plantas podem proporcionar às pessoas, e a nossa crescente LEGO Coleção Botânica teve isso em consideração quando foi criada. As plantas são uma bela forma de juntar as pessoas e de mostrarmos como nos estimamos uns aos outros», afirmou Jamie Berard, Senior Design Manager do Grupo LEGO.

Os construtores podem criar o LEGO® Buquê de Flores Silvestres, com 939 peças, e a LEGO® Peça de Centro de Flores Secas, com 812, de 1 de fevereiro em diante, mesmo a tempo do Dia dos Namorados, pois estarão disponíveis nas lojas físicas e online por 59,99 € e 49,99 €, respetivamente.

A LEGO Coleção Botânica faz parte da gama de LEGO Sets para Adultos, que não só oferece aos adultos experiências de construção imersivas que permitem que a criatividade floresça como proporciona aos amantes de plantas um momento de construção ao criarem obras-primas que, uma vez concluídas, poderão orgulhosamente ser expostas lá em casa.

LEGO® Buquê de Flores Silvestres

Feito inteiramente de peças LEGO muito pormenorizadas, o Buquê de Flores Silvestres apresenta oito espécies com caules ajustáveis. Os aspirantes a floristas e amantes de flores podem passar horas construir e a identificar as flores inspiradas em centáureas, alfazema, papoilas galesas, cicuta, fetos ornamentais, gerberas, esporas e tremoceiros.

Uma vez terminadas, estas flores LEGO podem ser expostas na jarra que se quiser, para que se tornem uma peça de decoração que lançará sementes de alegria seja em que divisão for. O buquê foi pensado para compor o LEGO® Buquê de Flores, que fora já lançado, de modo que os construtores possam criar dois ramalhetes distintos ou um buquê grande.

LEGO® Peça de Centro de Flores Secas

Com a LEGO® Peça de Centro de Flores Secas os construtores podem cultivar um elemento de decoração do lar que não requer manutenção alguma. O set evoca os tons subtis, calmos e esbatidos do outono e tem na gerbera e na rosa os elementos de maior relevo.

Uma vez concluído, pode ser pendurado na parede, usado como um bonito centro de mesa ou — se combinado com um ou dois outros sets — funcionar como uma deslumbrante decoração de mesa que poderá ser admirada para sempre. O modelo para construir tem um design que se divide em duas partes e que permite que duas pessoas o construam em simultâneo, o que proporciona a forma perfeita de gozar de algum tempo de qualidade com um amigo ou familiar.

Em ambos os modelos, os construtores podem usar instruções de construção em papel ou um aparelho digital para aceder à LEGO Builder. Esta aplicação permite que os fãs guardem instruções, construam ao mesmo tempo e em conjunto com os que lhes são próximos, e que observem, ampliem e rodem as criações à medida que constroem o modelo real.

O Grupo LEGO apresentou os dois novos sets como forma de as pessoas repousarem, descontraírem e encontrarem alguma paz de espírito nas suas vidas sempre ocupadas. Isto é particularmente relevante, uma vez que as recentes conclusões do Play Well Study 2022* do Grupo LEGO nos dizem que 80% dos adultos procuram ativamente novas formas de descontrair*, com a grande maioria (87%) a acrescentar que a brincadeira ajuda a relaxar e a acalmar.

Para ficar a saber mais sobre os novos modelos de construção da LEGO Coleção Botânica, visite

www.lego.com/adults-welcome/botanical-collection.

Sou testemunha que à procura desta linha já que durante o Arte em Peças era vulgar perguntarem por estes sets, principalmente as orquídeas. Apesar de não fazer parte do público-alvo deste tema, a verdade é que ter construído alguns fez com que o tema passasse para a minha reduzida lista de temas a seguir.

Acho que o tema está a ter o seu sucesso porque cumpre algumas carecterísticas que o tornam estável e interessante. Preços comportáveis, construção interessante, efeito final muito bonito e atraente para uma faixa enorme de público. Além disso o facto de ser diferente do habitual, ter peças interessantes e não ser um tema licenciado faz com que ainda se torne mais aliciante para os meus olhos.

Quanto a estes dois sets em especial, acho-os lindíssimos e vão muito na linha dos anteriores. Pessoalmente prefiro as flores secas e acho que pode cumprir muito bem a tarefa de centro de mesa. O das flores silvestres está bastante realista, mas a falta do vaso confunde ainda algum pessoal (como aconteceu com o bouquet). Acho que a LEGO tem tudo para continuar com esta linha durante anos.

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publicado às 08:08

"A Grande Onda" de Hokusai em LEGO

por baixinho, em 11.01.23

Ok, eu já sei que esta notícia já tem barbas, mas gosto tanto do efeito deste set que não consigo deixar de escrever algumas palavrinhas sobre ele. Para começar, o press oficial.

Entre na onda com a emblemática obra A Grande Onda, de Hokusai, recriada em LEGO® Art

Relaxe e entre na onda com a construção de LEGO® Art Hokusai: A Grande Onda. Um tributo criativo a uma referência global, obra-prima com longa tradição de relevância cultural no Japão e em todo o mundo.

Uma das mais reconhecíveis e influentes obras de arte japonesas de todos os tempos continua a agitar as águas criativas em todo o mundo: A Grande Onda, de Hokusai. O Grupo LEGO presta homenagem a esta obra-prima global e à sua história de quase dois séculos com a recriação deste marco sob a forma de LEGO Art, o que dá aos amantes de arte e da cultura japonesa a oportunidade de mergulharem numa construção relaxante, perfeita para expor em casa.

Desde que Katsushika Hokusai criou a prancha original da xilogravura A Grande Onda, no início da década de 1830, a imagem já decorou paredes de museus, inspirou música e foi recriada como arte de rua e artigos de merchandising em todo o mundo. A obra retrata o monte Fuji, a montanha icónica do Japão, atrás de uma grande onda que cobre um grupo de pequenas embarcações.

A obra é agora reinventada pelos designers da LEGO neste novo set da gama LEGO Art, de 1810 peças, com camadas e elementos de diferentes formas para retratar as linhas e profundidade da obra original de Hokusai.

«Estamos muito felizes por os fãs de arte e cultura japonesa terem agora a oportunidade de mergulhar no tranquilizador projeto de recriação da célebre “A Grande Onda” em forma de LEGO Art», afirmou Annemette Baaskjær Nielsendesigner do Grupo LEGO.

 «Este set oferece várias formas de os fãs poderem descontrair e deixar-se levar. Não só mergulhar no processo de construção, mas também entender a obra e descobrir o processo de composição. Tal vai despertar interesse no original de Hokusai, imediatamente reconhecível, e na rica história de quase 200 anos.»

De acordo com novos estudos do relatório global Play Well 2022 do Grupo LEGO, a maioria dos adultos (93%) sente-se regularmente desgastada e procura novas formas de descontrair e relaxar (80%). A maioria (92%) quer descontrair e deixar-se levar em atividades relacionadas com os seus passatempos e interesses.

Os fãs de arte e LEGO podem deixar-se levar pela construção e pela banda sonora incluída, enquanto leem o manual de instruções especial, que inclui pormenores sobre a obra de arte original. O que faz do set LEGO Art Hokusai: A Grande Onda, uma experiência de construção interessante, mas também uma forma de abstração das preocupações do dia-a-dia.

Pode encontrar mais informações a respeito do nosso relatório Play Well na seguinte hiperligação: www.LEGO.com/aboutus/news/2022/october/getting-hands-on-to-help-switch-off.

Ainda antes de sair o Starry Night do Van Gogh, perguntava-me se o possível sucesso desse set não levaria a LEGO a tentar espremer mais o tema. Um projeto no Ideas com este quadro pareceu-me boa ideia, no entanto com o anúncio deste conjunto, dá para perceber que a LEGO já o tinha debaixo de olho ou, ainda mais provável, já estava a trabalhar nele.

Apesar de ser diferente do que esperaria, não deixo de olhar com bastante prazer para o quadro/set. Acho que capta bem as linhas fortes do original, a violência da onda mas ao mesmo tempo uma paz vindo de algo natural. Em termos de LEGO as técnicas não me parecem algo estimulante, apesar de reconhecer que é bem melhor que colocar milhares de peças iguais como acontecia com os primeios LEGO Art. Em termos de peças é um bom pack de tiles 6x6 em branco e folhas pequenas e plates wedges, ambas também em branco.

No entanto acho que o grande valor deste set está mesmo no seu efeito geral. Esqueçam as técnicas, esqueçam as peças. Pendurem o quadro num sítio especial e apreciem-no.

 

 

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publicado às 07:14

Uns dias a separar peças

por baixinho, em 10.01.23

LegOficina 20230104

Uns dias de folga neste início de Janeiro serviram para separar e organizar peças em casa. A tarefa ocupou praticamente todo o tempo disponível que tive para o LEGO, já que o tempo restante é sempre para mil e uma coisas que vão ficando pendentes e que uns dias de folga servem para resolver.

O que mais fiz foi pegar em caixas Samla do Ikea de 5 litros (fogo, aquilo leva tanto!?) que continham peças soltas, arrumá-las em montinhos por tipo de peça e depois arrumá-las nos seus sítios. Não contabilizei as caixas que fiz, por depois voltava a enche-las com sets que foi desfazendo. Sim, aproveitei e desfiz uns 20 conjuntos que tinha para aqui, alguns recentes como Creator e NinjaGo, outros mais antigos como Alien Conquest e Galaxy Quest.

LegOficina 20230104b

A inclusão de tantas peças obrigou a fazer alterações na organização das peças lá em casa, já que as algumas gavetas ficavam cheias num instante.  Alterei algumas peças de sítio e aproveitei organizei algumas secções melhor.

LegOficina 20230108

Também tive tempo de dar uma vista de olhos em alguns conjuntos que não quero desfazer. Estes apenas tirei as velas que coloquei em livros para tirar os vincos. Ainda estive para tirar o pó, mas deixei essa tarefa para um dia mais ameno, já que quero fazê-lo fora de casa.

Com tantas arrumações, ficou de fora uma coisa que tinha planeado fazer nestes dias de paragem, construir MOCs. Ideias não faltaram, já que passarem milhares de peças pela mão, aparecem sempre aquelas em que pensamos, "ehh, esta ficava mesmo bem se juntasse àquela numa construção x". 

Fica para uma próxima oportunidade, porque para já a banca continua cheia de montinhos de peças por "engavetar".

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publicado às 07:47

Os 10 melhores sets de 2022

por baixinho, em 03.01.23

Melhores sets de 2022

Confesso que desta vez tive imensa dificuldade em escolher apenas 10 conjuntos. O problema está que a LEGO continua a lançar muitos conjuntos dedicados a adultos e uma boa parte deles são bastante bons. Estive tentado a fazer várias listas top 10 dividindo-as por faixas de preço ou outra coisa qualquer, mas resisti e consegui manter tudo numa só lista. Claro que para isso tive que deixar de fora alguns conjuntos muito bons.

Fica apenas com o habitual recado que estas escolhas refletem a minha perspectiva do hobby, aqui vai a lista ordenada por referência.

 

10297 Boutique Hotel

Apesar de já não causar tanto impacto como antigamente, a verdade é que os modulares são um valor seguro. Podem não ser os melhores da série, podem não seguir a linha que esperamos que sigam, mas continuam a ser um bom pack de peças, a levar ao limite algumas técnicas de construção e continuam a ficar muito bem expostos um à beira dos outros.

Este é melhor do que a média, tem técnicas muito interessantes, peças raras com fartura, é lindíssimo e consegue ser incontornável na super lista de sets de 2022.

 

10305 Lion Knights' Castle

Sim, eu sei, é caro.

Mas este é o set incontornável deste ano. A experiência de construção é deliciosa porque quase não há sensação de repetição e fá-lo de forma a que vamos descobrindo o castelo aos poucos, segredo atrás de segredo. Aliás, arrisco a dizer que são tantos os locais e detalhes que este castelo tem, que facilmente nos esquecemos de alguns. Sim, o factor nostalgia poderia ter deturpado a avaliação deste set. No entanto continuo a achar que estas linhas vincadas, cores simples, domínio das peças básicas e jogabilidade clássica, são as melhores qualidades nos brinquedos de construção.

Paradoxalmente, acho que o efeito final é mais pequeno do que imaginava. Nada que belisque a qualidade do conjunto.

 

10497 Galaxy Explorer

É notório e cada vez mais discutido, a LEGO anda a exagerar na dimensão dos sets e, por conseguinte, nos seus preços. Por isso, quando aparecem conjuntos na faixa dos 80-150 euros fico atento já que são esses os preços que considero aceitáveis para AFOLs que gostam de comprar vários conjuntos ao longo do ano. Sim, provavelmente até esses preços são  discutíveis.

Este conjunto prova que não é difícil a LEGO fazer algo memorável sem ter milhares de peças e custar mais de 300 euros. Proporciona uma construção agradável (ok, vamos ignorar o technic do início), tem técnicas interessantes e o efeito final é grande e com linhas interessantes para os mais nostálgicos e não só.

 

11019 Bricks and Functions

Este pequeno conjunto entre gigantes poderá parecer deslocado. E é.

A LEGO cada vez mais direcciona as suas linhas para um consumo imediato e, de preferência, ligadas a temas reconhecidos pelo grande público, sejam IPs ou não. Vejo a linha Classic como uma âncora da própria LEGO ao seu âmago e, sinceramente, se eles perdem este ponto de referência não prevejo nada de bom na divagação consequente.

Este é um conjunto que na sua essência é a substituição do 10712 e fá-lo de forma perfeita apesar do preço ter subido dos 20 euros para 35. Safa que o número de peças mais que dobrou. O conjunto traz alguns modelos simples mas com mecanismos interessantes e uma enormidade de peças extra para pôr a criatividade a funcionar. Se quiserem que os mais novos façam coisas engraçadas como o JK BrickWorks, ofereçam conjuntos destes!

 

21058 The Great Pyramid of Giza

Esta lista foi de escolhas difíceis e para o lugar deste ponderei o 76989 Horizon Forbidden West: Tallneck. Ficou a grande pirâmide por ser um algo histórico e não inspirado num videojogo e, talvez, porque também tive a oportunidade de a construir.

Este conjunto entra também na linha do Galaxy Explorer onde digo que a LEGO não precisa de fazer construções gigantes para se fazer valer da sua criatividade e qualidade. Este conjunto surpreendeu por um preço e dimensões pequenas para algo que poderia resultar próximo do que aconteceu com o coliseu. Além disso, conseguiram também surpreender ao não se limitarem a representar a pirâmide como ela está actualmente.

Yeps, só boas surpresas.

 

21332 The Globe

Praticamente comecei o ano com este set e, sinceramente, é dos conjuntos com melhor presença que a LEGO tem. Não ocupa um espaço absurdo, tem dimensões próximas de um gobo real, eleva-se bem em relação a outros conjuntos e é bastante resistente. Apesar de algumas secções proporcionarem uma experiência de construção monótona, há outras interessantes. Adoro também o seu aspecto antigo.

À semelhança da grande pirâmide, a escolha do Globo fez com que ficasse para trás o 21334 Jazz Quartet.

 

21335 Motorised Lighthouse

Por falar em presença, este é outro set que fica lindamente exposto. Adoro a forma como a LEGO adaptou a ideia original onde passou-a para a escala minifig e transportou-o para uma época própria. Curiosamente, apesar de ser um dos seus pontos-chave, rapidamente cansei-me da questão de ser motorizado e ter iluminação. Gostei sim da experiência de construção, das técnicas utilizadas e, talvez principalmente, do desenho geral. Este é um daqueles Ideas que o set supera imensamente o projecto original. Sim, eu sei que não é uma opinião unânime.

 

60350 Lunar Research Base

A LEGO lança coisitas espaciais e as minhas antenas ficam logo alerta. City voltou ao espaço em 2022 com uma linha que tem os seus altos e baixos. No entanto este set consegue passar entre gigantes e mostrar o seu valor, provavelmente por causa daqueles quartos de domo transparentes que fazem salivar qualquer spacer AFOL como eu.

Mas o set não vive apenas de ser atraente. É um brinquedo com uma jogabilidade interessante que não necessita de conflitos, tem vários detalhes realistas e posso afirmar que é a primeira base lunar (ou de outro planeta) digna que a LEGO lançou. Claro que para um olhar adulto precisa de umas boas alterações e adições. Mas o que posso dizer? Isso dá-lhe ainda mais piada.

 

71767 Ninja Dojo Temple

Quase que me ia esquecendo deste, já que o construí ainda em 2021. A verdade é que no meio de tantos sets Ninjago que não acho que sejam grandes brinquedos de construção, este destaca-se facilmente. Quase que arrisco dizer que este é um Lion Knights’ Castle oriental e em miniatura se ignorarmos as minifigs, o mech e alguns outros detalhes. Peças básicas em força (o que é invulgar no tema), detalhes interessantes e boas técnicas de construção resultam numa experiência agradável e num bonito set (se ignorarmos a parafernália ninja).

 

76398 Hogwarts Hospital Wing

Ok, colocar este conjunto nesta lista bem restrita é um destaque claro à série de sets que compõem o sistema Hogwarts e não ao Hospital Wing em particular. Já deveria ter feito este destaque há alguns anos, já que o considero umas das coisitas mais interessantes que a LEGO anda a fazer em termos de brinquedo de construção para os mais novos. Peças básicas, jogabilidade bem porreira, modularidade qb e um aspecto bem interessante visto do lado dos interiores. Ok, é um pouco caro, mas acho que dentro dos licenciados, não é propriamente um exagero.

 

Fica então terminada a lista de mais um ano. Dos 10 conjuntos da lista, 6 são mais direcccionados para adultos e chamemos “regulares” aos restantes. Apenas um é licenciado, o que não é propriamente uma novidade nas minhas listas. Surpreendentemente não está nenhum conjunto Creator, isso sim, uma novidade. Não colocar Friends, Technic e outros temas já é mais habitual nas minhas listas. Em termos de faixa de preços, acho que consegui fazer uma bonita distribuição:

1 - 35 euros

1 - 50 euros

3 - 100 euros

1 - 140 euros

2 - 230 euros

1 - 300 euros

1 - 400 euros

O que dá um total de 1685 euros, o que já não é um valor muito bonito. A média de 168 euros fica um pouco acima do que eu acho também recomendável para aquilo que eu acho como um valor aceitável para um conjunto LEGO para adultos.

Por último, fica aqui também uma lista de sets que estiveram mesmo mesmo para fazer parte da lista:

10307 Eiffel Tower

11021 90 Years of Play

21333 Vincent van Gogh: The Starry Night

21334 Jazz Quartet

31131 Downtown Noodle Shop

41707 Tree-Planting Vehicle

71771 The Crystal King Temple

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publicado às 16:45

A eterna separação de peças

por baixinho, em 29.12.22

LegOficina 20221229

Aproveitei dois dias de folga para avançar na separação, essa eterna tarefa. Apesar de não ter dedicado todo o tempo ao LEGO, o avanço foi notório nas caixas que tenho empilhadas num canto da LegOficina. Por coincidência, este lote tem várias peças que são interessantes para o WIP que está em cima da banca. Já fiz um vídeo sobre ele, mas ainda não o editei.
Do outro lado, o meu filho ocupa a mesa toda com as coisas dele. Sets LEGO City e umas casitas que ele fez para os NinjaGo.

LegOficina 20221229b

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publicado às 08:10

Mecânica Celeste

por baixinho, em 24.12.22

Celestial mechanics

Fica aqui uma excelente fotografia do Tom Milton para desejar a todos boas festas, bom natal e, já agora, bom ano novo.

A disponibilidade tem sido baixa o que se tem reflectido aqui no blog e, principalmente, no canal de YouTube. A ver se, aos poucos, começo a voltar à habitual partilha de que vou fazendo com LEGO.

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publicado às 08:04

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 16)

por baixinho, em 21.12.22

Opening Day of the first LEGO certified store in Portugal

As peças do lote que analiso hoje tem duas coisas em comum. São peças que adquiri na última vez que fui à loja no final de Setembro e são todos bricks básicos. Será que por serem peças simples, serão menos interessantes?

Fica o aviso habitual de que estas análises reflectem a minha perspectiva do hobby e que as peças podem não estar disponíveis no Pick & Build no momento da vossa visita.. Mas poderão voltar mais tarde.

Fica também a desculpa por ter demorado mais tempo do que o habitual a publicar este artigo. A disponibilidade não tem sido a melhor, mas fica a promessa que mesmo com atrasos, irei continuar com esta série de artigos.

 

Blue Brick 1 x 1

Esta é daquelas peças que são sempre necessárias mas por alguma razão, acabam sempre por acumular-se na gaveta. Pensando bem, a razão até pode ser simples, já que os bricks mais pequenos normalmente são utilizados para os limites das paredes, logo são necessários poucos para cada parede.

Esta é uma peça de 1954 e a versão em azul saiu logo no ano seguinte. São 597 os conjuntos contabilizados no Bricklink com esta peça e neste ano saiu em 18. É uma peça relativamente comum e que facilmente encontra-se em boas quantidades nas coleções dos AFOLs.

Útil, mas comum e numa cor que actualmente já não é muito utilizada. A slot poderia ser ocupada pela mesma peça, mas numa cor mais apetecível.

1 em 3 estrelas

 

Red Brick 1 x 2

A “bola”. Na minha infância esta peça servia de bola para um jogo de futebol com caricas que os meus irmãos mais velhos inventaram. Curiosamente as recordações que tenho são mesmo com esta peça em vermelho.

Esta peça é de 1961 (existiu uma versão mais antiga) e na cor vermelha apareceu no mesmo ano. Com o registro de 1355 sets, é uma das peças mais comuns que analisei aqui.

Não vou alongar-me na utilidade de uma das peças que mais utilizo. Nos dias de hoje o vermelho clássico já não é uma cor tão atraente o que faz com que esta peça nesta cor caía no mesmo problema que a anterior.

1 em 3 estrelas

 

Medium Blue Brick 1 x 4

A peça é de 1964 e nesta cor surgiu pela primeira vez em 2002 num conjunto Belville. Segundo o Bricklink já habitou 74 sets desde a sua aparição há vinte anos mas sem nunca ter ultrapassado os sete conjuntos num mesmo ano.

O brick 1x4 é uma peça que se torna praticamente incontornável na construção de edifícios e não só. Aliás, é a gaveta de peças que vai para cima da banca mal começo a fazer qualquer coisita que envolva portas e janelas e vá ter uma estrada à frente.

Apesar de não ser uma cor que me agrade totalmente, é salutar ver algo diferente das cores básicas e mais comuns da LEGO.

2 em 3 estrelas

 

Yellow Brick 1 x 6

Por opção, já não uso tanto estas peças. Talvez porque desde miúdo que olho para estas peças como algo “ímpar”, já que as bricks 1x4 e 1x8 funcionam muito como unidades “pares”.

A peça é de 1961 e nesta cor surgiu no mesmo ano. Desde aí, em amarelo já apareceu em 453 conjuntos, mas nos últimos anos nunca chegou à dezena por ano.

Útil, numa cor já algo datada (mas mesmo assim, acho que menos que o azul e vermelho clássico) e comum.

2 em 3 estrelas

 

White Brick 2 x 2

Para construções mais volumosas, esta peça pode ser considerada como “a unidade”. Isso faz com que seja útil, mas ao mesmo tempo não se utilizam muitas já que apenas servem para terminar paredes.

Claro que a utilização desta peça (nem das anteriores) não se limita a paredes e por vezes acho que sou um pouco exigente demais quando as limito à sua utilização mais clássica.

Para terem uma ideia, eu e a Tânia gastamos imensas peças desta há uns bons anos atrás para elevarmos o terreno num MOC de forma relativamente económica. Podem ver o resultado aqui e o interior em construção aqui.

Esta peça, nesta versão, teve o seu aparecimento em 1984 e, curiosamente, em branco apenas apareceu no ano seguinte. Acredito que seja alguma falha nos registros do Bricklink, já que duvido que em 1984 não tenham lançado sequer um set com bricks 2x2 em branco. Desde aí são 992 os conjuntos que possuem esta peça o que a torna terrivelmente comum. Apesar de ser clássica, isso não impede de ainda aparecer bastantes vezes. Por exemplo, este ano ficou apenas a um conjunto de chegar aos 50 sets.

É uma peça muito comum que facilmente pode ser utilizada. Pessoalmente preferiria que estivesse numa cor mais “moderna”, 

1 em 3 estrelas




Apesar de ter avaliado de forma relativamente baixa estes bricks básicos, a verdade é que apenas o faço porque neste momento são peças que pouco uso nestas cores. No entanto não devo deixar de dizer que estas peças são essenciais na perspectiva dos mais novos ou para colecções que estão a iniciar!



Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 1)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 2)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 3)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 4)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 5)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 6)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 7)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 8)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 9)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 10)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 11)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 12)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 13)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 14)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 15)

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publicado às 07:40

Episódio 36 do podcast Conversas em Construção

por baixinho, em 13.12.22

Aqui está o 36º episódio do Conversas em Construção, o podcast em português sobre o hobby LEGO. Voltamos mais uma vez a Lisboa, desta vez à Comic Con. Entrevistamos o CEO do evento, Paulo Rocha Cardoso e ficamos a saber mais não sobre este mundo, como também como o hobby LEGO é visto por alguém do lado "de fora".

Desta vez estive eu, o Tiago Catarino, Youtuber, o Olímpio Alexandre (Alex) pela Play Well Portugal e o Pedro Sequeira pelo site Bricknerd.

Podem ouvir o episódio no Anchor e no Spotify!

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publicado às 07:40

Comic Con, eu fui!!!

por baixinho, em 10.12.22

Comic Con Lisboa 2022 - LEGO Builders Epic Batlle (1)

Antes de mais, desculpem andar mais ausente no blog. A preparação do Arte em Peças tem ocupado praticamente todo o meu tempo, tanto no trabalho como fora dele. No entanto consegui ir à Comic Con, estar com pessoal do Conversas em Construção e isso é sinónimo de boa disposição e diversão garantida.

Cheguei ao evento pouco depois do meio dia e fui conhecer o espaço Kids. Grande parte do espaço era dedicado à LEGO tendo várias atividades e também uma pequena exposição da Comunidade 0937 em várias vitrinas. Três delas continham construções minhas, algumas com quase 20 anos, o que me faz pensar que realmente ando a construir pouco. :/

Comic Con Lisboa 2022 - LEGO Builders Epic Batlle (2)

Depois de ver os restantes espaços do evento e já com a toda equipa reunida, avançamos com a gravação de um episódio do podcast onde desta vez entrevistamos nada mais, nada menos, o Paulo Rocha Cardoso, o director executivo da Comic Con. A conversa teve lugar no Live Stage e foi bastante giro e interessante falar com alguém que não está embrenhado como nós neste hobby, mas consegue ter um afastamento suficiente para perceber o seu lugar no meio do panorama geral na cultura popular contemporânea. O episódio deve ficar disponível brevemente já que desta vez a edição ficou a cargo do Pedro.

Mais para o final da tarde teve lugar o LEGO Builders Epic Battle onde eu, o Alex, o Pedro e o Tiago participamos em 3 desafios. Esta atividade teve lugar no Golden Theatre, espaço enorme e cheio de camaras, projeções vídeo gigantescas, etc e tal. Primeiro desafio foi construir um polybag apenas utilizando dois dedos de cada mão (eu como não estava a perceber bem esse detalhe, passei parte do tempo apenas a utilizar dois dedos de uma das mãos). O segundo desafio já passou por construir algo decidido pelo público onde o tempo limite era de 15 minutos. O pedido que me calhou foi um cacto, o Alex uma árvore de natal, ao Pedro um pai natal e o Catarino foi um minifig. Como a minha construção era relativamente simples e além de ter aplicado um pouco de SNOT para ficar mais vistosa, fiz um pequeno coiote. Gostei de todas as construções feitas e tenho pena que não tenha fotografias de tudo. A terceira e última prova tratou-se de construir uma "flor grande" em dez minutos e utilizando apenas a mão direita. Como na prova anterior, perdi a noção do tempo e completei a tarefa demasiado rápido. Deu tempo de fazer mais duas pequenas flores, mas nada de impressionante como as flores dos restantes participantes. Nestas duas últimas provas foram utilizadas as peças do conjunto 11717 e que me pareceram excelentes para a competição. Aliás, ainda bem que foi um set Classic, já que se fosse de um outro tema como NinjaGo ou Star Wars, as tarefas iriam ser extremamente mais complicadas... A ver se faço um review do set em breve. Os desafios foram extremamente divertidos mesmo tendo em conta que já não participava em nenhuma competição com peças LEGO há anos. Ultimamente tenho estado na posição mais confortável de dinamizar as competições.

Comic Con Lisboa 2022 - LEGO Builders Epic Batlle (3)

O final do dia apareceu rápido e após a viagem de regresso no dia seguinte, houve que voltar ao trabalho, desta vez com já com parte do pessoal da 0937 na montagem. Aliás, a exposição está a ficar impressionante e penso que esta edição do Arte em Peças merece uma visita atenta.

Um agradecimento especial à Paula da Suit.PR pelo convite, ao pessoal do Conversas em Construção por proporcionar momentos sempre divertidos, ao Paulo Cardoso pela disponibilidade e boa disposição numa altura de imenso trabalho, pelos apresentadores do concurso que nos conseguiram colocar à vontade em frente de várias camaras e público e a todo o pessoal que acompanhou e ajudou a que tudo isto corresse super bem!

Fico ansioso por uma nova oportunidade :)

Comic Con Lisboa 2022 - LEGO Builders Epic Batlle (4)

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publicado às 08:13

Comic Con, eu vou!!

por baixinho, em 06.12.22

Conversas em Construção

Pois, vou à Comic Con. Nada de extraordinário, se não fosse o detalhe que vou estar a participar em alguns momentos do espaço da LEGO. Primeiro vou estar com o pessoal do podcast Conversas em Construção para gravar um episódio (o que infelizmente já não fazemos há já algum tempo), segundo, vou participar numa série de desafios intitulados LEGO Builders Epic Battle. Yeps, tem tudo para ser épico :D

Mas como o tempo não abunda para descrever tudo o que vai acontecer pelos lados da capital, fica aqui o press release oficial:

LEGO® NA COMIC CON PORTUGAL

 Marca de brinquedos dinamarquesa no maior evento de Cultura Pop em Portugal

 Presente no evento desde a sua primeira edição, a marca de brinquedos dinamarquesa LEGO® volta à Zona Kids da Comic Con Portugal, no ano em que celebra o seu 90º aniversário, com desafios, surpresas.

É já no dia 8 de dezembro que a Comic Con Portugal reabre as portas aos seus visitantes, para em conjunto celebrarem a cultura pop e as suas paixões. A LEGO®, presente desde a primeira edição, não quis deixar de marcar presença na Comic Con, para convidar miúdos e graúdos a brincar na Zona Kids.

Na play area LEGO® Super Mario™, os visitantes poderão viver emocionantes aventuras com Mario, Luigi e Peach, enfrentando Goombas, Koopas e outros desafios emocionantes, para conquistar o maior número de moedas possível.

Este ano, o Grupo LEGO traz o #BuildToGive à Comic Con. O desafio muda todos os anos, mas o propósito nunca altera! Até dia 31 de dezembro, desafiamos-te a construir um presente com tijolos LEGO e a partilhá-lo nas redes sociais usando a hashtag #BuildToGive, uma vez que por cada criação vamos doar um set LEGO a uma criança sem acesso à brincadeira!

No dia 8, às 19h00, no Auditório Golden Theatre, terá lugar a LEGO Builders Epic Battle, onde quatro adultos fãs de LEGO vão ser postos à prova pelo público, será que conseguem construir de improviso aquilo que o público vai sugerir? E com uma mão atrás das costas? Eles não sabem o que os espera, nem que regras o público vai ditar. Um desafio interativo com direito a prémios para o público.

O maior podcast português sobre o hobbie LEGO, Conversas em Construção, vai estar no EPOP Live Stage, no dia 8 de dezembro, às 15h40, a gravar um episódio, onde vão falar sobre novidades, o universo geek, curiosidades e até poderão responder a questões do público.

No Palco Kids receberá também desafios diários de construção às 16h00 (com um extra sábado e domingo às 12h30) e todos os dias às 17h00 um showcooking LEGO com o “Chef Alex”, para criar um bolo de aniversário com peças LEGO, para celebrar o 90º aniversário da marca. [Ambos os desafios requerem inscrição prévia]

Além zona oficial da marca, na zona Kids, os visitantes poderão ainda ver uma exposição da Comunidade 0937, uma comunidade de fãs LEGO, com várias criações originais, baseadas nos heróis do dia-a-dia. 

Além da LEGO, na Comic Con Kids poderá ainda:

- Assistir à apresentação e sessão de autógrafo do Nuno Caravela, dias 10 e 11 às 11h30;

- Testar os seus conhecimentos geek no Family Quizz, todos os dias às 14h00 e às 19h00;

- Entrar no Desfile de Máscaras & Cosplay, dias 8 e 9 às 18h00; dias 10 e 11 às 15h00 com a equipa da Anistars;

- Participar nas sessões de dança com as coreografias tendência com a equipa da Anistars, dias 8 e 9 às 15h00 e 10 e 11 às 18h00.

Mais informação sobre os desafios e atividades LEGO:

 LEGO Builders Epic Battle e Conversas em Construção com: Alex (Olímpio Alexandre) do Play Well Portugal, Luís Baixinho, da Oficina dos Baixinhos, Pedro Sequeira, do Bricknerd e Tiago Catarino, youtuber e ex-designer do Grupo LEGO.

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publicado às 08:44

Review: LEGO 45400 BricQ Motion Prime

por baixinho, em 02.12.22

45400 BricQ Motion Prime (1)

Tema: Education

Ano de Edição: 2021

Número de Peças/Minifigs: 562/4

Preço LEGO®: 120€

Link Brickset: https://brickset.com/sets/45400-1/BricQ-Motion-Prime

 

Quando andei a passear pelas páginas da LEGO Education, não percebi à primeira a diferença entre este conjunto e a versão Essential. Pelos nomes estava na ideia que um continha apenas o essencial para as sessões e o Prime teria tudo isso e mais algumas coisas para ter a experiência completa. Nada mais de errado, este é dedicado a uma faixa etária mais velha e o Essential ao mais novos do primeiro ciclo. 

45400 BricQ Motion Prime (2)

Claro que além dos assuntos abordados serem mais complexos, a introdução de uma grande quantidade de peças technic faz o resto. O conjunto segue a mesma linha do Essential (e aconselho ler a análise que fiz aqui, já que não pretendo repetir conclusões semelhantes) onde são proporcionadas várias experiências onde são trabalhadas matérias do 1º, 2º e 3º ciclo. Claro que como as peças são praticamente todas technic, aconselho que este conjunto seja utilizado apenas em turmas com idades superior a 10 ou mesmo 12 anos para miúdos sem experiência no mundo LEGO.

45400 BricQ Motion Prime (3)

Neste conjunto temos menos modelos para experimentar, no entanto os temas tratados são bem diversificados não ficando a sensação de repetição que por vezes acontecia no Essential. O tratamento do plano de sessão fornecido no site é, como esperado, de alta qualidade e pertinente. Se por um lado a diversidade das experiências é boa, por outro lado dá a sensação que algumas peças chave são utilizadas de forma reduzida. Por exemplo, temos o sistema pneumático em que apenas utilizamos numa das experiências. Faria sentido haver mais experiências onde os materiais pudessem ser utilizados em situações diferentes. Eu sei que dá para o fazer juntando outros conjuntos Education, mas acho que utilizando apenas este não é disponibilizado mais nada além do que está no livro de instruções.

45400 BricQ Motion Prime (4)

Claro que esta diversidade de experiências resulta num sortido de peças bem interessante, mesmo para um LEGO system guy como eu. São os pneumáticos já referidos (os meus primeiros!!), são as peças-peso, são as pás de hélice, são as suspensões/molas, etc. Peças até que não são utilizadas em qualquer dos modelos que estão no livro.

45400 BricQ Motion Prime (5)

Como aconteceu no set anterior, o meu filho fez parte das experiências e conseguiu seguir tudo e compreender parcialmente os objetivos (ele está abaixo da faixa etária do set). Ficou mesmo entusiasmado ao ponto de construir ele próprio uma experiência (última fotografia).

45400 BricQ Motion Prime (MOC)

É um conjunto que segue bastante na linha do Essential, com as suas vantagens e desvantagens. Talvez peque um pouco pela quantidade de experiências já que depois de as montar todas, fica a sensação que o potencial do conjunto não é todo explorado.

Conclusão 8/10

(Este conjunto foi fornecido para análise pela The LEGO Group, mas a review é da minha inteira responsabilidade)

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publicado às 08:11

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 15)

por baixinho, em 30.11.22

Opening Day of the first LEGO certified store in Portugal

Aproveitando as fotografias que o pessoal gentilmente partilha no grupo de Facebook dedicado à loja, vou sabendo das novidades no Pick & Build. As peças escolhidas para este artigo são todas novidades que não existiam nas duas alturas que visitei a loja. Sim, como sempre lembro que a análise reflecte o meu ponto de vista do hobby, que não cheguei a comprar estas peças em particular na loja, mas tenho todas e, por fim, as peças podem não estarem disponíveis neste momento.

 

Black Slope 30 1 x 1 x ⅔

Que estranho, é a primeira vez que falo de uma cheese (apenas falei da versão dupla no segundo artigo da série). 

Pode dizer-se que o aparecimento desta peça marca um virar na história da LEGO já que revela o objectivo de tornar os modelos LEGO o mais realistas possíveis. Não é de estranhar que uma dos primeiros sets em que foi utilizada foi um conjunto claramente dirigido para adultos, o 10133 Burlington Northern Santa Fe de 2004. Set que utilizava esta peça em duas cores nada comuns na altura, laranja e verde escuro.

A primeira utilização que se pode imaginar para esta peça é a criação de telhados. Dá, mas a sua altura leva à necessidade de degraus com 2 plates de altura (mesmo ficando com um desnível) e não o brick de altura tradicional. No entanto há outras formas de a utilizar para telhados evitando configurações mais vulgares.

Mas esta peça não se limita aos telhados já que a sua pequena dimensão a torna ideal para compor falhas onde, por exemplo, não cabe uma slope clássica ou mesmo aligeirar cantos e esquinas colocando-a em SNOT. Aliás, essa foi uma das minhas primeiras utilizações em forma intensiva numa remodelação que fiz em 2007 na minha Torre de Belém. Ver as diferenças entre esta fotografia e esta

A versão em preto (que apenas apareceu em 2006 e habita desde aí em 749 conjuntos) pode ter uma utilização mais limitada, mas mesmo assim é sempre excelente ter um bom punhado delas em casa.

2 em 3 estrelas 

 

Tan Plate, Round Corner 6 x 6

Praia!!

A cor e configuração desta peça faz com que seja ideal para utilizar em praias. O canto arredondado é perfeito para criar as curvas de nível das praias e simular a acção das ondas. Claro que a sua utilização em terrenos não se limita às praias, podemos utilizar com a mesma eficácia em terrenos áridos, em caminhos ou mesmo para circundar um pequeno MOC. Sim, remeto esta peça essencialmente para a construção de terrenos, o que pode ser visto como limitador, mas ao mesmo torna-a essencial em alguns MOCs.

A peça é de 1992 onde a estreia é em sets Paradisa e, claro, a sua versão em tan apenas aparece mais tarde, em 2000, curiosamente num set Star Wars. Aliás, se ignorarmos um pack para o FIRST LEGO League de 2004, esta peça nos primeiros 13 anos aparece apenas em 3 sets Star Wars, todos dedicados a diferentes versões (em 2000, 2002 e 2006) de uma mesma nave, a Slave One. Depois de 2014 começa a aparecer com alguma regularidade, mas mesmo assim pode-se considerar incomum em sets já que no total apenas aparece 37 vezes.

Já tenho um bom lote em casa e mesmo assim gostaria de ter mais. Claro que adoraria que a versão disponibilizada fosse noutra cor como o medium nougat ou verde, mas mesmo assim pretendo comprar algumas na próxima oportunidade. Claro que a ideia é encaixar todas para ocupar menos espaço no copo.

3 em 3 estrelas

 

Black Window 1 x 4 x 1 2/3 with Spoked Rounded Top

Esta peça já tem alguns anos mas mesmo assim é ainda algo incomum. Para terem uma ideia, desde 2015 apenas apareceu em 40 sets em qualquer uma das suas 7 cores. A versão em preto aparece em 2017 e o Bricklink apenas a contabiliza em 9 sets (sendo dois deles do próprio Bricklink). O preto é, a par com tan, a segunda cor mais comum já que o branco fica com o primeiro posto. No entanto, até acho que é uma cor fácil de utilizar com esta peça, já que facilmente pode ser colocada no topo das janelas. Utilização que acho que é a mais natural para esta peça. Consigo também ver outras utilizações para esta peça, já que aqueles raios podem simbolizar maquinaria em veículos ou fábricas. Apesar de nunca ter visto nada do género, o formato curvo da parte superior também pode ser útil já que possibilita um tipo de curvatura diferente do habitual no mundo LEGO.

É uma peça que convém ter algumas unidades lá em casa.

2 em 3 estrelas

 

Green Plate 1 x 4

Esta é a primeira plate 1x4 que analiso nesta série de artigos e posso dizer que bateu-me uma nostalgia quando comecei a escrever esta parte do artigo. Quando criança tinha algumas peças deste formato (não nesta cor, claro) e adorava-as porque ficavam a meio caminho entre as pequeninas 1x1 e 1x2, e as maiores 1x6 e 1x8. Além disso tinham a envergadura certa para os veículos já que na altura o 4-wide imperava não só nos carros, mas nos aviões, naves espaciais e até nos barcos pequenos.

A peça é de 1977 e é contemporânea ao aparecimento do minifig. A versão em verde surge apenas em 1992, provavelmente devido à antiga política da LEGO de evitar peças comuns em verde. Desde aí já habitou 306 conjuntos.

A utilização que mais naturalmente me surge é na construção de terrenos. Aí facilmente gastamos dezenas já que pode suavizar os limites entre cores ou níveis. No entanto, a utilidade da peça não se esgota nisso já que o seu formato versátil a torna bastante útil noutras situações. Claro que aí o verde poderá tornar a sua utilização um pouco mais difícil.

Tenho dezenas em casa e sei que podem desaparecer rapidamente se for fazer um terreno um pouco mais extenso. 

Vale a pena comprar uma boa quantidade para ter em casa, mas provavelmente será um exagero encher o copo.

2 em 3 estrelas

 

Sand Blue Plate, Modified 2 x 2 x 2/3 with 2 Studs on Side

Esta tive que confirmar a cor antes de fazer asneiras (obrigado Sérgio!). :)

Quando esta peça apareceu, em 2012, a variedade de peças que permitiam o SNOT não era assim grande como é agora. Por exemplo, lembro-me de andar a encaixar half pins em technic bricks para ter os studs de lado (sim, eu sei que não bate certo) para ter mais possibilidades de SNOT. No entanto esta peça tem algo de desconcertante, a plate 1x2 agarrada na parte “de trás”. Quando uma pessoa anda a construir paredes com um stud de espessura, aquela coisita não dá jeito nenhum. No entanto essa mesma particularidade permite utilização que seriam muito difíceis se não existisse. Além disso, a ausência desse acrescento, faria com que a peça tivesse um formato de 1x2x2/3 o que, sinceramente, lhe daria um ar não-LEGO.

A peça é extremamente útil já que nestes últimos 10 anos tornou-se vulgar. A versão nesta cor aparece apenas em 2019 e desde aí aparece em 4 conjuntos por ano. Excepto em 2020 que deve ter ficado esquecida num armazém qualquer.

Vale a pena ter várias em casa, mesmo nesta cor que poderá não ser fácil de utilizar já que muitas vezes não temos unidades e variedade suficiente de outras peças para completar algo de jeito. A cor é incomum que, conforme a perspectiva, pode ser uma vantagem ou desvantagem.

2 em 3 estrelas



Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 1)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 2)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 3)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 4)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 5)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 6)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 7)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 8)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 9)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 10)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 11)

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Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 13)

Análise das peças do Pick & Build Lisboa (Parte 14)

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publicado às 07:54

Enquadramento

por baixinho, em 28.11.22

Only a few knights know this medieval blacksmith lost in the forest...

Apesar das queixas que muito pessoal tem, eu acho que este set é belíssimo. Com um ambiente assim a beleza é com certeza elevada a novos níveis onde se torna mais fácil enquadrar a construção numa história.

A fotografia é do Jérôme Barchietto e a conta dele no Flickr está receheada de excelentes trabalhos. Aliás, hoje passei na conta dele à conta de outra fotografia e quando vi esta, mudei de intenções e destaquei-a.

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publicado às 08:35


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