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Tanque medieval

por baixinho, em 07.08.20

HtTYD Cliffsides

Este MOC do General Tayaya (yeps, mais um a participar no DA4) torna-se particularmente interessante pela quantidade de detalhes e técnicas utilizadas no tanque. O efeito é bastante bom e acompanhado por um landscape de cortar a respiração.

Claro que a maior pergunta que se põe é, como raios é que o tanque foi lá parar?

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publicado às 17:22

Fantasma

por baixinho, em 07.08.20

A pirate's work is never done

Este trabalho do Natham Smith alia uma excelente fotografia, edição fotográfica e uma construção que contextualiza tudo de forma perfeita. É de ficar uns bons minutos a apreciar todos os pormenores.

Sigam o link no nome do autor para ver outros fotografias espetaculares.

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publicado às 13:00

A velha cabana

por baixinho, em 06.08.20

The Old Shack

Esta pequena cabana envelhecida mas aparentemente auto-suficiente em termos energéticos tem vários pormenores bem conseguidos. Adoro a rugosidade criada pelos studs no landscape, as paredes da cabana, a versão metálica do telhado e a vegetação.

Trabalho de Daniel Barwegen.

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publicado às 13:00

10029 Lunar Lander vs 10266 NASA Apollo 11 Lunar Lander

por baixinho, em 05.08.20

10029 Lunar Lander vs 10266 NASA Apollo 11 Lunar Lander 1

Há um ano fiz o review do 10266 NASA Apollo 11 Lunar Lander (link) e na altura tinha referido que queria fazer a comparação entre esse set e o 10029 Lunar Lander de 2003. No outro dia tive a oportunidade de vasculhar alguns dos meus caixotes com LEGO e lá descobri enterrado este interessante conjunto. Mais admirado fiquei com o facto de só lhe faltarem duas peças que rapidamente substituí (mesmo uma delas sendo em cinzento antigo).

10029 Lunar Lander vs 10266 NASA Apollo 11 Lunar Lander 2

Aliás, qualquer comparação que se faça entre estes dois sets tem que começar obrigatoriamente pelas cores utilizadas. Como dá para perceber perfeitamente nas fotografias, a versão de 2003 utiliza os cinzentos antigos(1) o que, de forma talvez engraçada, lhe dar um ar bem antigo. Pessoalmente prefiro os novos cinzentos para esta situação já que sempre disse que penso que são mais indicados para representar metais e os antigos para representar pedra. Mas a diferença de cores não se limita à diferença dos cinzentos, a transformação da base do módulo lunar de tan para a combinação de preto/dourado é bastante chocante mas compreensível. A base do módulo lunar é maioritariamente dourada e na versão recente optou-se por uma mistura de peças douradas (das realmente douradas) e autocolantes. Como em 2003 as peças cromadas tinham uma produção cara e tinham alguns problemas de compatibilidade (2), então os designers optaram por utilizar o tan para simular inteiramente o dourado. Opção compreensível e que até não fica completamente mal se se entender a escolha. 

10029 Lunar Lander vs 10266 NASA Apollo 11 Lunar Lander 5

O segundo termo de comparação é a dimensão de ambos os modelos. Primeiro há que salientar que ambos os sets são enormes tendo em conta a escala dos minifigs. Curiosamente o habitáculo tem uma dimensão semelhante em ambas as versões no entanto a base do módulo lunar é maior dois studs na edição de 2019. Sim, são apenas dois studs, mas que adicionados a um trem de alunagem maior (ok, e mais realista) dão-lhe um aspecto bem maior. Apesar de estar menos detalhado, com um trem de alunagem mais tosco, apesar de poder recolher, a edição de 2003 parece-me mais à escala.

10029 Lunar Lander vs 10266 NASA Apollo 11 Lunar Lander 6

10029 Lunar Lander vs 10266 NASA Apollo 11 Lunar Lander 7

Os habitáculos, como referi acima, são basicamente da mesma dimensão. Apesar de ambos utilizarem técnicas de construção muito interessantes (para a altura que foram desenhados) a edição de 2019 tem um aspecto muito limpo com a eliminação quase completa da presença de studs. A versão antiga tem uma utilização arrojada de peças que dão um efeito redondo a uma das secções mas que elimina praticamente a existência de interiores. Interiores que de qualquer forma são mal explorados na versão mais recente.

10029 Lunar Lander vs 10266 NASA Apollo 11 Lunar Lander 3

10029 Lunar Lander vs 10266 NASA Apollo 11 Lunar Lander 4

Quanto aos minifigs. As impressões no torso são bem semelhantes, exceptuando que a versão de 2003 não possuem impressão nas costas (3). O capacete é que já é bem diferente. A versão mais antiga possui uma combinação de capacete + mochila de campismo em branco (yahh, lerem bem, campismo). A versão mais recente já tem um capacete/”armadura” vindo de um qualquer tema subaquático. Apesar de não achar que qualquer uma das opções seja perfeita até gosto mais de versão de 2003.. Exceptuando a viseira que deveria ter sido maior e cromada. Opção esquisita já que nessa altura essas viseiras já existiam.

No fim de tudo cada um dos sets é bem representativo da época em que foram lançados. Portanto será sempre injusto avaliá-los utilizando a mesma bitola, já que as limitações eram bem diferentes na altura em que foram desenhados. Como deu para perceber pelo review que fiz ao Lunar Lander do ano passado, acho-o um set que roça a perfeição. O Lunar Lander de 2003 tem os seus defeitos, no entanto para a altura que saiu era um excelente set (principalmente se tivermos em conta o fraco panorama geral da LEGO desse ano). Portanto não tenciono levantar o braço de qualquer um deles para efeitos deste duelo.

  1. Poderia-se pensar que seria óbvio já que a mudança das cores foi realizada na passagem de 2003 para 2004. No entanto vários sets tiveram edições com cinzento antigo e depois com cinzento novo e eu poderia ter comprado uma versão com cinzento novo. De qualquer forma segundo o Bricklink este set apenas apareceu com os cinzentos antigos.
  2. Antigamente a LEGO para “dourar/cromar” as peças dava-lhe uma camada extra de tinta na totalidade ou parte da peça. Isso fazia com que a peça fica-se um pouco maior, nada que fosse visível à primeira vista mas dificultava o encaixe noutras peças já que o clutch power aumentava imenso.
  3. A LEGO só uns anos mais tarde é que apercebeu-se que que o custo da impressão nas costas dos minifigs era negligenciável.

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publicado às 13:00

FourTrack ISO

por baixinho, em 05.08.20

FourTrack ISO

Este MOC do Gregory Brick fez lembrar-me logo de um que fiz há uns bons anos e que também era apoiado em quatro lagartas (link). No entanto o que me chama mais a atenção é mesmo a parte estética da construção. Possui linhas que variam entra as rectas e curvilíneas que me remetem bastante para o estilo conceptual de ficção científica dos anos 70s. Por outro lado também gosto do esquema de cores, principalmente a variação entre cinzentos claros e escuros.

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publicado às 07:29

LEGO Studio 2020

por baixinho, em 04.08.20

Lego Studio Update 2020

Esta é provavelmente a LegOficina mais bonita que alguma vez vi.

Michael Gale fez uma enorme reconversão em 2019 ao seu espaço de construções, coisa que podem ler na descrição da foto no Flickr. O resultado é este impressionante local de trabalho onde além de espaço e organização, existe uma vista que produz um ambiente ímpar.

Lego Studio Update 2020 (Island)

Claro que com tantas janelas podem referir a questão do sol (e dos malefícios que provocam nas nossas queridas peças LEGO, nomeadamente nas brancas e azuis). Mas acho que com estas condições isso não importa muito, além de que pelo tipo de espaço, tudo indica que estamos num local com menos exposição solar que o nosso.

Lego Studio Close Up Black

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publicado às 13:00

Ironclad Honor

por baixinho, em 04.08.20

Ironclad Honor

Excelente construção de Sunder_59 representando um Ironclad movido a carvão ou com recurso a velas. Como sempre os pormenores são bestiais resultado num formato bastante realista.

De destacar também esta renderização espectacular.

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publicado às 08:00

Review do 31079 Sunshine Surfer Van

por baixinho, em 03.08.20

31079 Sunshine Surfer Van 1

Tema: Creator

Ano de Edição: 2018

Número de Peças/Minifigs: 379/2

Preço LEGO®: 29.99€

Link Brickset: https://brickset.com/sets/31079-1/Sunshine-Surfer-Van

 

No outro dia ao dar uma vista de olhos nos meus caixotes, tropecei neste conjunto e lá decidi fazer uma review antes de o transformar em peças. É uma boa forma de ir praticando nos filmagens e respectivas edições já que paralelamente a esta review tenho dois vídeos. O primeiro com a abertura comentada e montagem do set em fast forward, o segundo com uma breve análise aos três modelos do conjunto. Ambos os vídeos podem ser vistos no final deste review.

31079 Sunshine Surfer Van 3

O PPP deste conjunto está perto dos 8 cêntimos, o que é bastante simpático para uma boa selecção de peças (e cores) básicas mas com uma quantidade apreciável de peças mais específicas. Na altura que escrevo este artigo (sensivelmente dois anos após o lançamento do conjunto) este conjunto não possui qualquer peça exclusiva e nem qualquer peça incomum que mereça grande destaque. No entanto tem algumas peças interessantes como se pode ver no vídeo Abrir e Montar. Não são propriamente peças de encher o olho, mas não se pode negar que a grande maior parte das peças deste conjunto, são de muito fácil utilização.

31079 Sunshine Surfer Van 5

A montagem dos três modelos é fluída onde vão aparecendo um ou outro pormenor mais interessante. Algum SNOT, uma ou outra utilização de peças em situações não habituais e muito empilha peça como se espera de um conjunto para os mais novos. Como era hábito nos sets Creator, não existem sacas numeradas o que torna algo lento o início da construção de cada modelo. Nada de grave que todos os modelos são pequenos.

31079 Sunshine Surfer Van 6

Apesar de ser talvez demasiado grande, o modelo principal é o mais vistoso de todos. No entanto estava à espera de mais pormenores, mas isso pode ser por conhecer relativamente bem o mundo do autocaravanismo. Como comento no vídeo de análise, existem alguns erros como por exemplo a não presença das grelhas exteriores para o frigorífico. No entanto gostei do esquema de cores, do detalhes do compartimento debaixo da cama, da tralha no tejadilho e do formato geral que faz lembrar de alguma forma as “pão de forma”. No geral apenas não gostei das cadeiras (algo grandes) e da abertura lateral, já que penso que o acesso superior seria suficiente de tão larga que é a carrinha. O segundo modelo que construí foi o da praia com o posto salva-vidas. Achei este modelo muito fraco e com um aspecto demasiado “é o que se pode fazer com estas peças”. O terceiro modelo apesar de utilizar relativamente poucas peças é um buggie muito giro e creio que alterando um ponto ou outro até fique em linha de outros sets City.

Quanto à jogabilidade este conjunto (ou melhor, os seus três modelos) cumpre o requisito de proporcionar cenários para boas aventuras. No entanto não devo esquecer que as peças que o compõem tem uma variedade bastante interessante para criação de novos modelos. 

31079 Sunshine Surfer Van 7

As Peças 7/10 (boa selecção sem surpreender)

A Construção 7/10 (fluída e variada)

O Desenho 7/10 (agradável em dois dos modelos, fraco no restante)

Jogabilidade 8/10 (boa jogabilidade e bom potencial de construção)

 

Não é um conjunto para perdurar na memória, no entanto cumpre todos os requisitos para ser um bom set. A construção do posto salva-vidas é que poderia ter sido melhorzita.

Conclusão 7/10

 

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publicado às 13:00

Duelo Fantástico

por baixinho, em 03.08.20

Duel for the Ages

Este MOC foi construído utilizando apenas plates e bricks básicos e apenas mais três tipos de bricks com studs de lado. Mesmo assim o efeito é espectacular, bastante reconhecível e proporcional.

O criador, Cab ~, construiu este MOC para a edição deste ano do SummerJoust.

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publicado às 07:02

Suporte de livros

por baixinho, em 02.08.20

Gryffindor Common Room Bookend/Display Stand

O utilizador do Flickr I Scream Clone construiu quatro suportes de livros diferentes com temáticas bem conhecidas. Este primeiro é inspirado pelas aventuras do Harry Potter e é o interior bem detalhado da sala dos Gryffindor.

Executor Bridge Book End/Display Stand

O segundo é uma cena bem conhecida do episódio V da saga Star Wars onde o Darth Vader contrata vários caçadores de prémio.

TMNT Book End / Display Stand

A terceira construção versa um tema obscuro dos anos 90.

Avengers Book End/Display Stand

O quarto MOC  mostra vários Avengers prontos para uma qualquer batalha.

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publicado às 17:35

Mundo-árvore

por baixinho, em 02.08.20

Fantasy Tree World

Este MOC do Graham Gidman apela fortemente, como o nome indica, à fantasia. Uma árvore enorme empilhada num pequeno mundo onde as habitações estão espalhadas no descomunal tronco com folhagens estranhas. Faz lembrar (muito mesmo) uma construção que a Tânia apresentou há quase doze anos atrás ou até mesmo Laputa do filme Castle in the Sky.

 

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publicado às 08:24

Comboio militar

por baixinho, em 01.08.20

Blenheim Royal Rail Weapon

Este MOC consegue ter um cenário imponente mesmo tendo em conta que foi construído em micro-escala. General Tilney teve o cuidado de acrescentar vários detalhes que poderiam facilmente ser esquecidos tendo em conta a escala.

Interessante a utilização da corrente para balastro (apesar de ser questionável a sua presença na ponte), da tenda, da cascata e de todo comboio.

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publicado às 08:20

Nevão

por baixinho, em 31.07.20

Yngvi's Dwelling

Tenho este MOC aberto há uns bons dias e nunca consegui fechar a aba. A questão é que este MOC do Ayrlego possui um encanto próprio apesar de não ser propriamente uma novidade em termos de técnicas de construção. Possui vários pequenos detalhes que enriquecem um cenário que poderia arriscar-se a ficar demasiado monocromático. Gosto das plantas resistentes, da lenha colhida para ajudar a enfrentar o inverno, a cabra abrigada, o longo telhado e a ausência de neve indicando a zona onde os personagens mais se movimentam.

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publicado às 13:00

Luminescência

por baixinho, em 31.07.20

Construção do domoko chan que ao mesmo tempo é enigmática e cativante. Penso que nunca utilizei as peças fosforescentes que a LEGO regularmente vai colocando no mercado, no entanto é vendo fotografias deste tipo que dá para perceber que existe um grande potencial nelas.

Sim, a utilização de um espelho permitiu um efeito espectacular.

 

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publicado às 06:45

Naboo N-I

por baixinho, em 30.07.20

Naboo N-1 Update

Apesar de andar um pouco cansado do universo Star Wars, não deixo de apreciar uma nave construída de forma excelente com peças LEGO. É o caso desta Naboo N-1 construída pelo Kit Bricksto em que o pessoal até pode reclamar que é muito parecida com um set LEGO.

Mas estão à espera de quê? Origem igual e na mesma escala? Só pode dar um resultado muito semelhante.

Claro que há que ir além das aparências gerais e saber apreciar alguns pormenores como, por exemplo, a forma como o cockpit é rodeado por algumas peças.

Apesar de não ser uma das minhas naves preferidas, a Naboo N-1 é inegavelmente bonita.

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publicado às 17:56

Cores

por baixinho, em 30.07.20

Raban's Quarry

Markus Rollbühler pode utilizar as peças mais estranhas em situações super inusitadas, mas penso que onde ele brilha mais é no resultado estético das suas construções. Acredito que mesmo que ele não puxasse pelas técnicas (adoro a chaminé, a carroça, a curvatura da casa, o alpendre, a cerca, a...), o esquema de cores bastasse para tornar esta construção atractiva.

Sim, a edição da imagem tornaram as cores bem garridas.

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publicado às 06:43

Terça-feira do Ideas: Roman Village

por baixinho, em 28.07.20

Bem na linha do meu artigo de ontem, este projecto do Swissness_84 representa um pedaço da vida romana. Um templo, uma esplanada, o exército, um atelier de um escultor, tudo condensado numa base de 32*48 (?) studs. Sim, o projecto é simples e, de alguma forma, massudo. No entanto não vejo muitos problemas para os designers pegarem na ideia e torná-lo num set fenomenal.

Gosto muito de ver os vários níveis, dos vários detalhes da vida romana, dos legionários, das catacumbas e, principalmente, das estátuas. 

Neste momento tem 375 apoiantes e ainda tem 417 dias para chegar aos 10 000. Aqui ficam as minhas previsões:

Chegará aos 10 000 apoiantes?

Temo que não. 

O projecto não é assim tão vistoso para cativar muita gente, além de que está num tema que tem melhores representantes.

Se chegar aos 10 000 apoiantes, a LEGO irá torná-lo num set oficial?

Se chegar aos 10 000 acho que o único problema será que o projecto é, apesar de ter imenso potencial, algo fraco. Se houver vontade, com certeza que daria um set muito bom.

A ser um set oficial, entraria na minha wishlist?

Provavelmente sim. Tema que me interessa e possibilidade de imensas peças interessantes poderão ser suficientes para mim.

 

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publicado às 13:00

Do not go gentle into that good night

por baixinho, em 28.07.20

The Endurance

O meu interesse pelos filmes do Christopher Nolan e pelo Interstellar em particular faz com que fosse praticamente impossível ignorar esta belíssima interpretação da Endurance (com duas Rangers e Landers acopladas). Trabalho espectacular do CheeseyStudios que ajuda na espera pelo Tenet.

Afinal há um bom uso para aquelas dobradiças click technic. :)

 

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publicado às 07:11

Mas será a LEGO uma empresa Europeia?

por baixinho, em 27.07.20

Claro que é uma empresa europeia. É detida por uma família danesa e o seu quartel general fica mais ou menos no centro da Jutlândia, uma região realmente plana da Dinamarca.

No entanto o título é mesmo para chamar a atenção para um sentimento que me anda a incomodar há já algum tempo e que dois acontecimentos recentes o fez ainda mais notável aqui no meu cérebro. O anúncio do lançamento do tema Monkie Kid (yeah, hoje não me enganei) em Maio passado e a recente retirada do mercado do 42113 Bell-Boeing V-22 Osprey.

Mas antes de me lançar na catarse deste sentimento que me incomoda vai aqui uma pequena declaração já que este tema pode, de alguma forma, levar a outros mais polémicos e polarizadores. Não é de todo minha intenção exacerbar nacionalismos nem, pelo outro lado, defender globalizações. A minha posição é sempre prudente quanto as estes temas, a globalização será com o tempo inevitável no entanto não acho que deva apagar do mapa qualquer das culturas civilizacionais que existem no mundo. Basicamente, nem 8 nem 80.

Portanto espero que este artigo não leve para questões que não interessam a este blog já que neste local a única política (comercial?) que interessa é mesmo a da empresa LEGO.

Voltando aos acontecimentos recentes que me fizeram abordar este tema. O lançamento do Monkie Kid apanhou-me algo de surpresa e apesar de ser um tema que me passa completamente ao lado, o tema em si fez-me levantar as antenas. Não ponho em causa a estratégia comercial da LEGO em criar um tema com o propósito de agradar o público de um mercado em que quer crescer. Já o fez (ou acham que o Star Wars e a senda de temas licenciados era para agradar quem?) e com certeza voltará a fazê-lo quando for necessário. Yah, se calhar até me despertaria mais interesse um tema para agradar povos indianos, africanos ou mesmo até centro e sul-americanos, do que propriamente uma mitologia (?) chinesa que nunca ouvi falar. Portanto o que me incomodou não foi o aparecimento de um tema claramente para agradar o mercado chinês. O que me incomoda é não aparecer um tema que seja marcadamente para agradar o mercado europeu. Ok, claro que aqui poderão começar a reclamar que existe o City e Friends que são temas claramente ocidentais, ao qual eu respondo: Ocidentais, não europeus já que existem várias características de ambos que os puxam mais para o outro lado do Atlântico que outra coisa. No City a agressividade do conflito polícias vs ladrões é cada vez maior e segue em linha com a visão geral do que é (ou deve ser) uma força de segurança pública nos EUA e não na Europa.

As personagens do Friends são claramente o ideal feminino norte-americano e não europeu. Se acham que estou a exagerar, vejam um ou dois episódios de uma qualquer série juvenil da Disney (sim, aquelas dobradas) para verem do que é que estou a falar. Poderão também começar reclamar que os temas clássicos são europeus e eu digo, pois.. City tornou-se no que falei acima; Space quando era declaradamente de exploração, talvez sim já que remetia claramente a uma determina série de ficção científica britanica dos anos 70, mas chegando aos anos 90s as coisas ficaram claramente americanizadas; Castle, sim, claramente europeu, mas onde ele está? Aconteceu o mesmo com o meu querido Adventurers que até roçava numa característica bem europeia, o colonialismo (ok, agora devo ter exagerado :D); Pirates.. ahh, apesar de ser povoado principalmente por europeus (errr, algo colonizadores), anda às voltas nas Caraíbas que, exacto, é bastante próximo (e grande local de férias) dos norte-americanos; Western, ops, este nem vale a pena falar :D. Ah, e o pessoal lembra-se agora das coisas para adultos, o que é agora o 18+ e a linha Architecture. Aqui já temos coisitas que andam à volta do mundo todo...

Todo não que a África e América a sul do muro do Trump continuam a ser monumentalmente ignoradas. Além de que o que interessa para este artigo são os temas correntes e não os dedicados a nichos (sim, apesar do agradável alarido do 18+, os AFOLs não são a parte mais importante do negócio da LEGO). Esses temas, os correntes, interessam mais para este artigo porque são esses mesmos que podem ajudar a moldar uma criança, os seus valores e a sua identidade. Sim, eu sei, no meio de tantos outros estímulos. 

Assim chego à segunda novidade que me fez levantar as antenas e que no fundo é um pequeno intervalo do tema principal deste artigo. A retirada do mercado do Osprey que apanhou toda a gente desprevenida, incluindo a equipa que o criou :).

Esta retirada deve-se à regra in-house que a LEGO tem em que diz qualquer coisa como não comercializar produtos com armamento actual. Antes de reclamarem com as pistolas Star Wars ou, bem pior, em conjuntos Batman ou outra ainda outras, devo dizer que a LEGO não considera os temas de fantasia e licenciados como “actuais”. Eu sei, é incongruente. Mas a LEGO é uma empresa, e não um estado, e as regras que ela decide para ela mesma só a ela lhe diz respeito. Os clientes que não gostam destas incongruências tem a melhor arma do mundo para mostrarem o seu desprezo. Não comprarem produtos à empresa.

Mas o que me levou a levantar as antenas não foram estas incongruências mas sim que eu sou mesmo a favor que a LEGO tenha este género de atitude (não vou dizer regra que parece um pouco mal de tão quebrada que é). Além de ganhar dinheiro uma empresa pode ter os seus valores e pode tentar transmiti-los. Então quando são valores que eu considero nobres, é ouro sobre azul. Tanto a Dinamarca como o seu mercado internacional inicial (uma boa parte da Europa) foi palco de demasiadas guerras e parece-me positivo pelo menos não vender algum tipo de representação de armamento mais realista. Não há um completo banimento (o que até seria contra-producente), mas também não há um achincalhar de uma memória ainda activa e que penso que não deve ser esquecida. 

Posto este aparte, só devo referir que abordo este assunto para mostrar que a LEGO é capaz de fazer prevalecer alguns dos seus valores em detrimento de um lucro fácil

Portanto custa-me cada vez mais que a LEGO não abrace temas claramente europeus para as suas linhas correntes. Temas que, culturalmente, estivessem próximos da nossa realidade europeia e que, de alguma forma, promovesse não só a nossa rica história, como também a nossa própria identidade e os valores que, ao longo dos tempos, espalhamos pelo mundo e que ajudaram a moldá-lo. Eu sei que posso estar a parecer demasiado “continentalista”, mas não estou a dizer que a LEGO deva deixar de fazer temas como o NinjaGo, Monkie Kid, Star Wars, Friends entre outros. Estou a dizer é que sinto falta de algo mais Europeu. É que não faltam temáticas, por norma históricas, de grande qualidade e com material para potenciar conjuntos durante anos (e sem estar sempre a repetirem-se continuamente como certos temas mostrando que já estão esgotados há muito..). Propositadamente sem imagens, posso falar da Grécia antiga que tem tanto na sua cultura como na sua mitologia que daria pano para as mangas de todo o exército chinês. Também falo da Roma antiga, com ou sem os gauleses bêbados de poção mágica, que é um período histórico incontornável e que, fruto de tantas séries e filmes, está na memória colectiva mundial. A idade média que já foi palco de vários temas LEGO, porque não mais um, mas desta vez pensado com profundidade para durar vários anos e não um one-shot anual. Sim, eu sei que no geral a idade média é pobreza e feudalismo, mas há sempre forma de aligeirar isso, nem que seja com as lendas arturianas. Falo também doutras épocas como o renascimento ou a revolução industrial, períodos históricos ricos não só de personagens como são bastante conhecidos nos países onde principiaram. Não, não me vou esquecer dos descobrimentos que é uma era que interessa não só aos portugueses como também aos espanhóis, italianos, franceses, ingleses, holandeses e por aí a fora. Período que não se deve esgotar ou confundir com o genérico Pirates! Antes de dizer que com certeza haverão outros temas europeus interessantes, não devo de deixar de referir os Vikings, uma das maiores falhas no portfólio da LEGO (yah, eu sei que há uns quinze anos tivemos uns poucos, mas foi um tema muito mal explorado).

Eu sei que posso estar a parecer demasiado demagogo ou até idealista, mas não me parece ser uma iniciativa assim tão difícil. A LEGO lança vários temas por ano, alguns tão “esquecíveis” que já se sabe que são para durar um ou dois anos. Não me peçam para enunciá-los porque já me esqueci deles :). Acredito mesmo que se a LEGO investisse num tema mais europeu, o sucesso seria igual ou maior que esses temas efémeros. Além de que nesta altura (e nos tempos futuros) acho que estamos todos a precisar que a identidade europeia seja promovida. Principalmente entre as próprias crianças europeias. 

 

Ps. Ah, já agora, quando forem a uma papelaria comparem as temáticas gerais das revistas da LEGO e da Playmobil.

PPs. Ia ilustrar este artigo com algumas fotos deste projecto. Não o consegui fazer porque as imagens estão hospedadas num url sem https, no entanto fica aqui o link.

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publicado às 13:00

Heavy Communications Rover

por baixinho, em 27.07.20

Heavy Communications Rover

Este MOC do The Brick Artisan vai buscar muito às linhas dos primeiros sets Space mas enchendo todos os espacinhos com greeblies e técnicas ousadas como é habitual nos tempos actuais. Só de pensar que esta construção começou com aquela peça de radar... que está encostada à superfície...

 

Yahh, devem ter também reparado a origem da fotografia de fundo. Pronto, agora tentem ignorar o filme e valorizem as sombras e a própria orientação da iluminação no MOC.

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publicado às 07:07


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