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O caminho da simplificação

por baixinho, em 09.02.24

Há uns dias foi anunciado que o Bricklink deixaria de classificar as variantes de algumas peças. Ou seja, passaria considerar uma mesma peça todas as variantes com "ligeiras" diferenças entre elas.

Claro que estamos a falar de um preciosismo que não afecta uma boa parte dos AFOLs. Apenas os coleccionadores mais conhecedores e os construtores de criações que estão mais atentos a pequenas diferenças que podem dar aquele toque especial ao MOC. Por estranho que pareça, até me sinto com dificuldade em incluir-me nestes grupos.

No entanto, não consigo estar de acordo com esta decisão. Primeiro porque este é um hobby que, quer queiramos quer não, tem origem exactamente nessas pessoas. Pessoas que são meticulosas tanto na escolha dos sets que coleccionam como na recolha de informação que enriquece a sua colecção.  Pessoas que vêem pequenas diferenças entre as diversas variantes das peças e onde isso é um factor de decisão na escolha da peça para compor um efeito especial no MOC. Segundo porque é informação que se vai perder. O Bricklink é, além de uma plataforma de compra e venda, um grande referencial consultado por praticamente todos os AFOLs dignos dessa classificação. Começar a simplificar apenas vai tornar esse referencial mais pobre. Em terceiro lugar, vai eliminar uma ferramenta essencial para um tipo de AFOLs. É normal em qualquer campo de interesse que as pessoas entrem por um patamar composto por, chamemos assim, curiosos. Depois, conforme o interesse da pessoa, o nível de conhecimento vai evoluindo e assim subindo nos vários patamares que qualquer hobby possui. Claro que nem toda a gente chega aos patamares finais, nem há qualquer interesse nisso. A distribuição dos AFOLs (como de qualquer outro hobby) será muito semelhante a uma pirâmide onde teremos uma enorme base de curiosos e um topo reservado aos mais entendedores da matéria. Este caminho tomado pelo Bricklink vai dificultar a vida a uma boa parte desses patamares superiores.

O caminho da simplificação é verificado em vários campos onde há um enorme crescimento de pessoas envolvidas. O hobby LEGO tem crescido imenso nos últimos anos e isso está afectar o próprio hobby em si. Os caminhos que a LEGO está a tomar para agradar um leque cada vez mais diversificado de pessoas faz com que haja uma simplificação em muitos aspectos. Aspectos esses que, provavelmente, poderão desagradar aqueles que andam há mais tempo por aqui ou até aqueles que querem algo mais que ser um simples curioso.

Esta decisão do Bricklink é, além de um caminho tomado, um reflexo do que está a acontecer.

Podem ver as peças afectadas aqui.

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publicado às 08:36

LEGO não precisa de ser um hobby solitário

por baixinho, em 12.11.20

A LEGO building day with friends.

Este MOC do Brixe63 poderia dar início a um bom artigo de opinião sobre se o hobby LEGO é ou não solitário, mas isso vai ficar para outra altura. Fica aqui uma excelente construção onde além de poderem apreciar as técnicas e os detalhes, podem apreciar o momento.

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publicado às 06:53

Montar e pintar kits

por baixinho, em 22.04.19

All finished painting the Hammerhead Corvette

Lembro-me de uma altura (+- 25 anos atrás) que andei curioso quanto aos kits. Como na altura o dinheiro não abundava, nunca cheguei a avançar com isso. Isso e a forte convicção que não devo ter jeito nenhum para pintar.

Esta criação do legotrooper501st representa parte desse hobby em que destaco claramente a composição do material fotografado.

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publicado às 11:13

Forever

por baixinho, em 02.09.17

Hoje ao dar uma vista de olhos nos meu Feedly dei com este post no FBTB.

Ace Kim é "velho" na comunidade AFOL mundial já que foi ele que iniciou umas das comunidades mais interessantes no início da massificação deste glorioso hobby. Claro que já estou habituado ao afastamento do hobby por parte de alguns AFOLs, tanto na comunidade internacional como até mais próximo como na Comunidade 0937. Como o Ace indica, muitas vezes não há uma resposta simples para este fenómeno, já que depende de vários factores, muitas vezes sem nenhum deles se destacar.

A decisão do Ace (que podemos chamar de um "afastamento moderado") parece um pouco confusa. Percebo a necessidade de ele não deixar completamente de lado o FBTB.. mas não sei até que ponto a inclusão de temas não LEGO no site será benéfico a longo prazo. Não tanto em termos de afluência (que provavelmente até aumentará), mas na dispersão da identidade de um grupo.

Não nego que o interesse neste assunto não vem só da minha habitual curiosidade quanto ao aspecto histórico e social do hobby. Deve-se também ao meu próprio afastamento físico. Não tanto do hobby na sua totalidade, mas da sua parte mais importante, criar construindo.

Estar apenas na LegOficina uns dias por mês (a maior parte das vezes apenas algumas horas) elimina a minha disposição para a construção. Ok, eu sei que poderia construir virtualmente ou às prestações, mas não é exactamente o que eu procuro quando quero criar construindo com peças LEGO.

Mas mesmo assim sinto-me ligado ao LEGO. Entusiasmado com os eventos organizados pela Comunidade 0937; atento ao que se vai construindo lá fora (apesar de forma limitada, já que a quantidade de MOCs é uma avalanche diária); atento a parte da enorme catadupa de notícias LEGO; e, até, de alguma forma sentindo-me capaz de manter este espaço.

Portanto vejo mais a minha situação como uma provação para ser ultrapassada. Aliás, até ando com vontade de criar mecanismos de a tornear :)

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publicado às 10:52

Como tornar-se um construtor de MOCs

por baixinho, em 01.02.16


A principal característica do brinquedo LEGO que me fez tornar um AFOL foi sem dúvida alguma a possibilidade de criar algo novo, de construir o que quiser. Nestes muitos anos de AFOL já criei naves, castelos, edifícios, aviões, barcos, etc e não tenciono ficar por aqui. A brincadeira é limitada pela imaginação, e isso não me falta.


Por isso levei (imenso) tempo a perceber que nem todos os AFOLs viam o LEGO como eu via, uma ferramenta para criar. Ok, coleccionismo é interessante, a procura de completar a colecção, o estudar a evolução do objecto, a procura de raridades, a compra e venda, etc. Mas isso acontece com o LEGO como acontece com qualquer outro tipo de coleccionismo. No criar é que está a (grande) diferença.


Portanto durante muito tempo achei estranho haverem mais coleccionadores de LEGO do que construtores.. e pouco a pouco fui apercebendo-me que o problema estava mesmo no "criar". Pelos vistos nem toda a gente está à vontade com isso.


Desde que me lembro que utilizo as peças LEGO para criar. Talvez porque comecei a colecção com as peças herdadas dos meus irmãos e não haviam instruções para nada. Portanto tive logo que por-me a construir coisas se queria dar utilidade às peças que tinha. Claro que depois tive alguns conjuntos, mas a verdade é que pouco duravam já que as peças eram preciosas para construir outras coisas.


E quando me tornei um AFOL continuei igual, esventrei imensos sets (alguns verdadeiras preciosidades que ainda encontrava em lojas, como Classic Space, Classic Castle, os primeiros Pirates e até mesmo o Café Corner) já que precisava de peças para construir. Se no início ainda pensava que poderia reconstruir o set quando me apetecesse (já que tinha as peças e as instruções), na verdade nunca o fiz :)


Mas voltando atrás, cada vez mais fico com a impressão que não existem mais construtores, pessoas que realmente utilizam o LEGO para o que ele serve, porque há dificuldade em construir. Coisa que para mim é natural e onde tiro o maior prazer neste hobby.


Tão natural que li este artigo no BrickPile com bastante interesse. Explica de uma forma bem sucinta como alguém que não constrói MOCs o pode fazer. Aconselho a qualquer AFOL (seja construtor ou, principalmente, coleccionador) a dar uma vista de olhos e, talvez, começar a construir qualquer coisa :)


(a fotografia é do meu primeiro MOC como AFOL)

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publicado às 15:29

Um Hobby para tornar o ócio criativo

por baixinho, em 21.05.14

 



 


 


 


Adolfo Freitas, membro do LUG Brasil, escreveu um artigo muito interessante sobre o conceito de hobby e como o LEGO se pode tornar um foco de criatividade útil para o dia-a-dia. Podem ler o artigo completo nesta página do site do LUG Brasil.


De notar que, nos últimos tempos, andam a escrever alguns artigos bem interessantes na LUG Brasil!

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publicado às 13:39


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